quarta-feira, 28 de março de 2012
They just don't know who they're messing with
Eu não sou uma pessoa 100% boa, you know. De fato, eu tenho um lado muito ruim, fruto do genótipo do meu velho somado à (falta de) criação que recebi. Eu sou, por definição, uma pessoa bem agressiva. Bem agressiva MESMO. E sempre foi difícil me conter.
Eu sou muitas coisas, posso ser muitas pessoas diferentes dependendo do interlocutor. Mas comigo mesmo sou lógico. O que pensa antes e não faz idiotices. E justamente por isso eu odeio essa violência toda. Ela nubla o meu julgamento, me faz agir por impulso e querer quebrar tudo e todos. E isso, apesar de me deixar incrivelmente feliz, nunca costuma terminar bem pro meu lado. Portanto eu me contenho. Fico quieto no meu canto, tentando viver a vida sem esbarrar nos outros, sem me irritar e arranjar brigas desnecessárias.
Mas, ao que parece, a confusão me persegue. As pessoas tem uma dificuldade enorme de me deixar quieto. Olham pra minha aparente inércia, calmaria, boa vontade, covardia e acham que isso é tudo. Que eu sou um trouxa e pronto.
Eu lembro da frase que a minha mãe mais me disse na vida: "Vamos evitar confusão."
E baseado nessa frase, eu me tornei duas pessoas. Depois três, quatro...
Tudo por causa de uma simples frase.
Aqui em casa tudo sempre foi do jeito que o meu pai quis. E ele é um monstro de todos os ângulos que se olha, diga-se de passagem. Na escola tudo sempre era do jeito que os outros queriam, porque eles tinham o dinheiro e o status. Nos meus relacionamentos tudo sempre foi do jeito que a mulher queria, porque mulheres não tem lógica e sempre estão certas.
E eu, mesmo querendo jogar uma mesa pro alto e bater em todo mundo até arrancar uns dentes, sempre aceitei. Justamente por causa disso. Porque, se eu perdesse o controle, sentia que faria alguma besteira irreversível e nunca conseguiria fechar a porta novamente. Porque o meu lado trouxa é o que impede o meu lado psicopata de fazer o que quer.
Mas as pessoas não entendem isso. As pessoas não me respeitam. Falam o que querem, fazem o que querem, se aproveitam da minha bondade sem perceber que é ela que segura a minha sanidade. Que a cada tombo que o meu lado bom toma, o ruim fica permanentemente mais forte. Quem acha que me viu bravo, que me viu surtando, não viu NADA.
Eu não gosto de ser assim. Eu não gosto de pensar essas coisas. É errado. É muito errado.
É por isso que eu tento desesperadamente me ater ao meu lado bom. Fazer ele superar o lado ruim e manter o meu controle. É por isso que eu escutei a minha mãe e sempre procurei evitar confusão, parei de me importar com as coisas, fugi das brigas, deixei que as pessoas falassem e fizessem o que queriam comigo.
Porque se eu for bater de frente com alguém, eu vou pra cortar fora um braço.
Eu me conheço. Não tenho o mínimo de orgulho, mas eu SEI que sou assim.
Então esse post é dedicado a vocês, pessoas que ficam me atormentando. Parabéns.
Eu faço o meu máximo pra esquecer, pra não ligar pra nada, pra ficar no meu canto numa boa, mas vocês continuam me provocando. Cada hora aparece um, parece que não acaba nunca.
TODA VEZ que eu consigo melhorar um pouco e controlar o meu lado violento, algum idiota aparece e me deixa à beira de um ataque novamente.
Bom, eu só digo uma coisa. Eu me conheço BEM. Vocês não sabem com quem estão mexendo. Eu me forço pra ser uma pessoa melhor. Nesse momento essa parede moral que me impede de ficar louco está bem tênue. Qualquer arranhãozinho pode derrubá-la. E aí, até que eu a restaure, muito sangue será derramando. Porque o Kirazinho é tenso, sabe? Ele é a união perfeita da minha parte fria/analítica com a agressividade infinita do meu lado ruim.
E, na boa, vocês NÃO vão querer que essa união aconteça. Porque ao contrário do meu eu atual, ele tem memória excelente, mente bastante avançada e nenhum tipo de senso de limite ou remorso whatsoever.
Não é o tipo de pessoa que você gostaria de conhecer.
Bom, desabafo feito, me sinto mais calmo. Acho que pelo menos hoje eu não enlouqueço.
Agora me vou, jogar uns jogos violentos pra descarregar o resto da raiva.
John's out.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Talking to myself
Eu ando muito irritado, muito perdido. Não tenho mostrado melhora significativa e isso me incomoda. Me incomoda muito. Por isso me vesti correndo e saí de casa hoje. Precisava espairecer. Estava chovendo forte, mas não levei um guarda-chuva. Eu gosto de tomar chuva. Especialmente hoje, quando ela pode disfarçar tão bem as minhas lágrimas.
Eu odeio chorar. Desde pequeno me foi ensinado que chorar é sinal de fraqueza. Que as pessoas se aproveitam de quem expõe os seus sentimentos. E hoje parece que tudo que eu consigo fazer é chorar o tempo todo. Que saco. Achei que já tinha melhorado, mas ao que parece, ainda não.
Por outro lado, finalmente cheguei à resposta do porquê eu ando tão perdido. Eu perdi uma parte de mim. Eu tenho saudade de como me sentia, mas já não é mais possível me sentir assim. É isso, não há definição que descreva melhor do que essa. O que sobrou tenta a cada momento se estabilizar, se fechar e por isso a minha personalidade varia, como se eu fosse multipolar. Eu não tenho conseguido me controlar, cada hora me sinto de um jeito, alcanço um extremo. Sério, é de dar nos nervos.
Por tanto tempo eu tentei recuperar o que tinha perdido. Achei que perderia por não correr atrás do que importava, da minha felicidade. Insisti, conversei, cedi, mudei. Mas falhei em entender que estava insistindo em algo que nunca daria certo. Falhei em entender que não era a minha felicidade que eu perseguia. Era só mais sofrimento. Relutei MUITO em aceitar isso. Instável do jeito que estou, mesmo agora há momentos em que eu simplesmente não consigo.
No entanto, por sorte, eu já passei por situações semelhantes na minha vida. Por sorte, esquecer de tudo é uma opção perfeitamente viável pra mim. E é isso que eu finalmente decidi fazer. O que eu desejava tanto está no passado e não voltará nunca mais. É inútil continuar insistindo numa mentira, num erro.
Tantas coisas já deram errado comigo e se ficasse me lembrando constantemente de todas elas, teria medo de fazer qualquer coisa. Com o tempo, tudo que aconteceu se tornará só uma lembrança distante e borrada, como as que eu tenho da minha infância. E isso é muito bom. Eu realmente adoro a minha (falta de) memória.
Depois de muito conversar, de muito pensar, hoje eu entendo muito bem.
Todas as pessoas sempre mentiram pra mim. Descumpriram promessas, esconderam sentimentos, sorriram falsamente...
A minha vida toda foi ditada por mentiras. E eu não posso culpá-los. É muito mais simples mentir, te poupa muita intromissão, discussão, muita encheção de saco. Eu mesmo contei as minhas, pra contornar certos problemas, pra não me sentir tão mal.
Mas mentiras são como bolhas sustentando pedras. Uma hora elas estouram e as pedras despencam em cima de você. Mentir SEMPRE é errado. Mentir só adia o fato de você ter que lidar com os problemas, só te faz perder tempo tornando-os ainda maiores.
E esta não passou de mais uma mentira. De mais uma perda de tempo. Eu fui usado para aumentar uma auto-estima. E quanto não fui mais necessário, quando comecei a incomodar, fui descartado.
E hoje posso ser substituído por qualquer um. Hoje tudo que sobra de mim são duas correntes e duas camisetas, pequenos espólios que se juntarão a uma coleção com tantos outros de tantos outros.
O que quer que eu tenha pensado que fui, nunca existiu. O que quer que eu tenha pensado que amei, nunca esteve lá. Era tudo produto da minha mente solitária, buscando algo mais do que só razão. E de uma máscara sofisticada, desenhada para submeter pessoas à sua vontade.
Há, não importa quantas vezes eu pense, escreva ou fale isso, não parece se tornar mais fácil de aceitar.
Mas uma hora eu irei. A natureza de alguém é algo que não se pode simplesmente mudar.
E a vida segue, independente disso tudo. Eu não posso voltar no tempo, muito menos pará-lo.
É impossível mudar o passado e, ao que parece, insistir no presente.
E incompleto do jeito que estou, não consigo nem olhar pro futuro.
Mas nem por isso o tempo para. E eu não posso parar também.
Um dia todas as lágrimas secarão. Um dia todas as memórias se perderão.
Um dia eu me completarei e farei as coisas darem certo novamente.
'Cause we're living in a maze of relationships, life goes with or without you... - Ele pensou enquanto sentia seu cheiro pela última vez. Então abriu a janela, colocou a cabeça pra fora e sentiu a chuva em seus cabelos. Respirou fundo, sabendo que não teria volta. Sempre teve medo de tomar decisões definitivas e se arrepender depois. Alguns segundos se passaram. As gotas d'água camuflaram perfeitamente as suas lágrimas enquanto ele estendia seu braço para arremessar o vidro de perfume o mais longe que pudesse. - Nunca mais viverei nenhuma mentira.
Nunca mais.
John's out.
Eu odeio chorar. Desde pequeno me foi ensinado que chorar é sinal de fraqueza. Que as pessoas se aproveitam de quem expõe os seus sentimentos. E hoje parece que tudo que eu consigo fazer é chorar o tempo todo. Que saco. Achei que já tinha melhorado, mas ao que parece, ainda não.
Por outro lado, finalmente cheguei à resposta do porquê eu ando tão perdido. Eu perdi uma parte de mim. Eu tenho saudade de como me sentia, mas já não é mais possível me sentir assim. É isso, não há definição que descreva melhor do que essa. O que sobrou tenta a cada momento se estabilizar, se fechar e por isso a minha personalidade varia, como se eu fosse multipolar. Eu não tenho conseguido me controlar, cada hora me sinto de um jeito, alcanço um extremo. Sério, é de dar nos nervos.
Por tanto tempo eu tentei recuperar o que tinha perdido. Achei que perderia por não correr atrás do que importava, da minha felicidade. Insisti, conversei, cedi, mudei. Mas falhei em entender que estava insistindo em algo que nunca daria certo. Falhei em entender que não era a minha felicidade que eu perseguia. Era só mais sofrimento. Relutei MUITO em aceitar isso. Instável do jeito que estou, mesmo agora há momentos em que eu simplesmente não consigo.
No entanto, por sorte, eu já passei por situações semelhantes na minha vida. Por sorte, esquecer de tudo é uma opção perfeitamente viável pra mim. E é isso que eu finalmente decidi fazer. O que eu desejava tanto está no passado e não voltará nunca mais. É inútil continuar insistindo numa mentira, num erro.
Tantas coisas já deram errado comigo e se ficasse me lembrando constantemente de todas elas, teria medo de fazer qualquer coisa. Com o tempo, tudo que aconteceu se tornará só uma lembrança distante e borrada, como as que eu tenho da minha infância. E isso é muito bom. Eu realmente adoro a minha (falta de) memória.
Depois de muito conversar, de muito pensar, hoje eu entendo muito bem.
Todas as pessoas sempre mentiram pra mim. Descumpriram promessas, esconderam sentimentos, sorriram falsamente...
A minha vida toda foi ditada por mentiras. E eu não posso culpá-los. É muito mais simples mentir, te poupa muita intromissão, discussão, muita encheção de saco. Eu mesmo contei as minhas, pra contornar certos problemas, pra não me sentir tão mal.
Mas mentiras são como bolhas sustentando pedras. Uma hora elas estouram e as pedras despencam em cima de você. Mentir SEMPRE é errado. Mentir só adia o fato de você ter que lidar com os problemas, só te faz perder tempo tornando-os ainda maiores.
E esta não passou de mais uma mentira. De mais uma perda de tempo. Eu fui usado para aumentar uma auto-estima. E quanto não fui mais necessário, quando comecei a incomodar, fui descartado.
E hoje posso ser substituído por qualquer um. Hoje tudo que sobra de mim são duas correntes e duas camisetas, pequenos espólios que se juntarão a uma coleção com tantos outros de tantos outros.
O que quer que eu tenha pensado que fui, nunca existiu. O que quer que eu tenha pensado que amei, nunca esteve lá. Era tudo produto da minha mente solitária, buscando algo mais do que só razão. E de uma máscara sofisticada, desenhada para submeter pessoas à sua vontade.
Há, não importa quantas vezes eu pense, escreva ou fale isso, não parece se tornar mais fácil de aceitar.
Mas uma hora eu irei. A natureza de alguém é algo que não se pode simplesmente mudar.
E a vida segue, independente disso tudo. Eu não posso voltar no tempo, muito menos pará-lo.
É impossível mudar o passado e, ao que parece, insistir no presente.
E incompleto do jeito que estou, não consigo nem olhar pro futuro.
Mas nem por isso o tempo para. E eu não posso parar também.
Um dia todas as lágrimas secarão. Um dia todas as memórias se perderão.
Um dia eu me completarei e farei as coisas darem certo novamente.
'Cause we're living in a maze of relationships, life goes with or without you... - Ele pensou enquanto sentia seu cheiro pela última vez. Então abriu a janela, colocou a cabeça pra fora e sentiu a chuva em seus cabelos. Respirou fundo, sabendo que não teria volta. Sempre teve medo de tomar decisões definitivas e se arrepender depois. Alguns segundos se passaram. As gotas d'água camuflaram perfeitamente as suas lágrimas enquanto ele estendia seu braço para arremessar o vidro de perfume o mais longe que pudesse. - Nunca mais viverei nenhuma mentira.
Nunca mais.
John's out.
sábado, 10 de março de 2012
That's just my nature
Lembrando de Persona 4 ontem e pensando mais sobre o assunto, acabei me recordando de uma história que me contaram quando eu era mais novo. Essa é bem conhecida, é a parábola do sapo e do escorpião. Pra quem não conhece:
『Um sapo estava à beira do rio, de bobeira, quando um escorpião se aproximou.
_ Ei - O escorpião disse, enquanto se chegava mais perto.
_ O que você quer? - Respondeu o sapo, com medo e desconfiança.
_ Eu preciso atravessar o rio. Mas não consigo nadar. Você pode me levar nas suas costas?
_ Você pensa que eu sou idiota? Você é um escorpião e eu sou um sapo! Vai me matar na primeira oportunidade.
_ E por que eu faria isso? Preciso mesmo cruzar o rio e, se te ferisse, ambos afundaríamos e morreríamos. Não há motivo pra eu te matar.
O argumento era válido e o sapo acabou concordando, apesar da desconfiança.
_ Pois bem, suba - Falou o sapo enquanto entrava na água.
O escorpião agradeceu e subiu nas costas do sapo. No meio do trajeto, sem motivo e nem aviso, o aracnídeo cravou seu ferrão no anfíbio, injetando todo o seu veneno. Então os dois começaram a afundar.
_ Por que? - Perguntou o sapo - Por que fez isso? Agora ambos vamos morrer!
_ Eu não posso controlar, é a minha natureza - Respondeu prontamente o escorpião.
E os dois afundaram e morreram.』
A moral da história é que as pessoas são o que são. Cada uma tem a sua natureza e você tem de ter isto em mente ao lidar com elas. No post anterior eu falei sobre aceitar a sua própria natureza, neste o foco é a natureza alheia.
As pessoas não mudam. Elas fingem que mudam, mas transformações significativas depois da adolescência são bastante incomuns. A própria ciência embasa isso muito bem. Claro, cada um pode melhorar a cada dia e se alguém aceitar e entender a própria personalidade, talvez possa viver de forma mais completa e até mudá-la um dia. Nada é impossível. Mas que é absurdamente improvável, isso é.
Não se pode fazer nada esperando reciprocidade, igualdade. As pessoas não são iguais, este é o mundo real, não o ideal. E o mundo real não é nada justo. Não se pode esperar gentileza de um escorpião. A natureza dele é ferir. Não se pode tentar criar uma consciência num escorpião. Ele não vai mudar só porque você quer.
Não me entendam mal. Persistência e altruísmo são virtudes. Virtudes que todo mundo deveria ter. Mas não têm. Por isso, persistência demais se torna insistência, idiotice, perda de tempo. Portanto é bom aprender a aceitar a natureza das pessoas desde cedo, para evitar surpresas mais pra frente, como no caso do pobre sapo bondoso.
Bom, é isso. Depois de conhecer e ficar em paz consigo mesmo, aprenda a aceitar como os outros são. Isso vai te salvar de muitas confusões, de muitas experiências das quais você acabará se arrependendo depois. Porque a natureza de alguns é simplesmente ruim. Mas claro, não entendem isso, pra eles isso é perfeitamente normal. E pode acabar sobrando pra você...
Hoje o sono veio cedo, ao contrário de ontem.
Enough with the jibberjabber, then.
John's out.
『Um sapo estava à beira do rio, de bobeira, quando um escorpião se aproximou.
_ Ei - O escorpião disse, enquanto se chegava mais perto.
_ O que você quer? - Respondeu o sapo, com medo e desconfiança.
_ Eu preciso atravessar o rio. Mas não consigo nadar. Você pode me levar nas suas costas?
_ Você pensa que eu sou idiota? Você é um escorpião e eu sou um sapo! Vai me matar na primeira oportunidade.
_ E por que eu faria isso? Preciso mesmo cruzar o rio e, se te ferisse, ambos afundaríamos e morreríamos. Não há motivo pra eu te matar.
O argumento era válido e o sapo acabou concordando, apesar da desconfiança.
_ Pois bem, suba - Falou o sapo enquanto entrava na água.
O escorpião agradeceu e subiu nas costas do sapo. No meio do trajeto, sem motivo e nem aviso, o aracnídeo cravou seu ferrão no anfíbio, injetando todo o seu veneno. Então os dois começaram a afundar.
_ Por que? - Perguntou o sapo - Por que fez isso? Agora ambos vamos morrer!
_ Eu não posso controlar, é a minha natureza - Respondeu prontamente o escorpião.
E os dois afundaram e morreram.』
A moral da história é que as pessoas são o que são. Cada uma tem a sua natureza e você tem de ter isto em mente ao lidar com elas. No post anterior eu falei sobre aceitar a sua própria natureza, neste o foco é a natureza alheia.
As pessoas não mudam. Elas fingem que mudam, mas transformações significativas depois da adolescência são bastante incomuns. A própria ciência embasa isso muito bem. Claro, cada um pode melhorar a cada dia e se alguém aceitar e entender a própria personalidade, talvez possa viver de forma mais completa e até mudá-la um dia. Nada é impossível. Mas que é absurdamente improvável, isso é.
Não se pode fazer nada esperando reciprocidade, igualdade. As pessoas não são iguais, este é o mundo real, não o ideal. E o mundo real não é nada justo. Não se pode esperar gentileza de um escorpião. A natureza dele é ferir. Não se pode tentar criar uma consciência num escorpião. Ele não vai mudar só porque você quer.
Não me entendam mal. Persistência e altruísmo são virtudes. Virtudes que todo mundo deveria ter. Mas não têm. Por isso, persistência demais se torna insistência, idiotice, perda de tempo. Portanto é bom aprender a aceitar a natureza das pessoas desde cedo, para evitar surpresas mais pra frente, como no caso do pobre sapo bondoso.
Bom, é isso. Depois de conhecer e ficar em paz consigo mesmo, aprenda a aceitar como os outros são. Isso vai te salvar de muitas confusões, de muitas experiências das quais você acabará se arrependendo depois. Porque a natureza de alguns é simplesmente ruim. Mas claro, não entendem isso, pra eles isso é perfeitamente normal. E pode acabar sobrando pra você...
Hoje o sono veio cedo, ao contrário de ontem.
Enough with the jibberjabber, then.
John's out.
Know your true self
Insônia strikes back. Maldito sono, ai se eu te pego! (-Q)
Anyway, não consigo dormir. Já comi, tomei banho, joguei, levantei pesos, assisti seriado, jornal...
E nada. That mutafuckah continues to elude me. Portanto, escrevamos.
Em janeiro de 2010 um amigo me mostrou um jogo. Eu procurava somente algo pra matar o meu tédio nas férias. Achava que tendo zerado Prince of Persia, God of War, Devil May Cry, Metal Gear, Naruto, Dragon Ball e mais umas duzentas franquias de Playstation 2, não tinha mais muita coisa interessante pra ver no videogame. Não poderia estar mais errado.
Eu tenho uma memória péssima, como algumas pessoas podem apontar com clareza, mas me lembro do momento em que comecei a jogar Persona 4. Sentei na cadeira, liguei a TV, o videogame, poker face. "Nunca nem ouvi falar desse. Vamo ver o trailer." - Pensei.
"Caralho, em que caverna eu me escondi durante todo esse tempo, pra NUNCA ter ouvido falar desse jogo?"
Passei pela tela inicial correndo, mas demorei bastante pra escolher o nome do personagem. Pelo trailer o jogo impunha respeito, eu precisava de um nome foda. O problema é: Eu sou PÉSSIMO com nomes. Pois é.
Anyway, passando isso, uma tela preta e a legenda:
"Now sit back and enjoy the game."
E é justamente isso que eu acho genial. Com um jogo consegue ser tão cool e tão profundo ao mesmo tempo. Como a realidade é misturada à fantasia com maestria, fazendo-a parecer não tão fantástica assim. Como ele passa da investigação dos assassinatos e sequestros ao mundo dentro do coração da pessoas e o poder da amizade, da companhia. Sem forçar absolutamente nada. E como você tem de guiar e descobrir tudo isso.
Em Persona 4, o poder está com você. Como um bom RPG que se preze, você toma as decisões. E essas decisões afetarão não só você, mas todas as pessoas ao redor. Podem até mudar drasticamente o final do jogo. E pelo fato de ser jovem como o personagem que controlava, de enxergar muitas coisas do meu mundo no mundo dele (que creio que seja justamente o propósito da ATLUS), eu suava frio a cada resposta, a cada decisão tomada. Como se fosse na vida real mesmo. Claro, eu sempre poderia salvar antes de fazer qualquer coisa e confesso que fiz isso algumas vezes. Mas tira a graça da coisa, né. Na maioria do tempo, encarava aquele mundo como o mundo real e agia como costumo agir normalmente. Nem sempre funcionava. -Q
Mas o ponto é que, assim como Fullmetal Alchemist abriu os meus olhos pro mundo quando mais novo, Persona 4 agora abria-os pra alguém que até então costumava ignorar bastante: eu mesmo. O jogo já começa assim. "Pursue your true self" é o seu lema. E as shadows, os inimigos que você enfrenta, não são nada mais do que sentimentos ruins formados nos corações das pessoas, sentimentos que elas escondem, se recusam a enfrentar e acabam azedando e se tornando mágoas, ressentimentos, limitações.
Sim, o mundo dentro do coração de alguém é mesmo uma bagunça, uma névoa que mal te deixa enxergar um palmo na sua frente. Sim, é difícil pra caralho enfrentar certas partes de nós mesmos, das quais temos medo, vergonha ou simplesmente achamos que não valem a pena.
Mas Persona 4 me ensinou que não adianta ficar escondendo, negando ou lutando contra isso. Só torna tudo ainda pior. Primeiro de tudo, temos de aceitar quem somos. TUDO o que somos. Qualidades, defeitos, hábitos, esdruxulices...
Fazer isso nos permite ficar em paz conosco. Fazer isso permite que nos completemos. E a partir daí, não fica tão difícil melhorar, evoluir. Essa é uma lição infinitamente mais fácil de ser falada do que levada à prática, mas é uma das mais importantes da minha vida. Uma que nunca esquecerei.
Então, nesta noite nublada de insônia extrema e muito ócio, eu agradeço a você, Persona 4. Por me ensinar algo que eu deveria ter nascido sabendo. Algo que, apesar de não ter sido esquecido, ficou em segundo plano na minha mente por tanto tempo que agora que eu penso sobre, me sinto uma pessoa completamente diferente. Algo que me torna melhor e dá a chance de melhorar mais ainda. Algo que dá conforto pra poder impulsionar o meu sono nesta noite em que ele me escapa.
E não é que acabou vindo mesmo?
"Search for your heart, pursue your true self."
E foi isso que Persona 4 me ensinou.
John's out.
Anyway, não consigo dormir. Já comi, tomei banho, joguei, levantei pesos, assisti seriado, jornal...
E nada. That mutafuckah continues to elude me. Portanto, escrevamos.
Em janeiro de 2010 um amigo me mostrou um jogo. Eu procurava somente algo pra matar o meu tédio nas férias. Achava que tendo zerado Prince of Persia, God of War, Devil May Cry, Metal Gear, Naruto, Dragon Ball e mais umas duzentas franquias de Playstation 2, não tinha mais muita coisa interessante pra ver no videogame. Não poderia estar mais errado.
Eu tenho uma memória péssima, como algumas pessoas podem apontar com clareza, mas me lembro do momento em que comecei a jogar Persona 4. Sentei na cadeira, liguei a TV, o videogame, poker face. "Nunca nem ouvi falar desse. Vamo ver o trailer." - Pensei.
"Caralho, em que caverna eu me escondi durante todo esse tempo, pra NUNCA ter ouvido falar desse jogo?"
Passei pela tela inicial correndo, mas demorei bastante pra escolher o nome do personagem. Pelo trailer o jogo impunha respeito, eu precisava de um nome foda. O problema é: Eu sou PÉSSIMO com nomes. Pois é.
Anyway, passando isso, uma tela preta e a legenda:
"Now sit back and enjoy the game."
Tão tá, né.
A esse ponto eu já tinha certeza. Eu não seria a mesma pessoa depois de terminar aquele jogo. E estava completamente certo. Como um bom livro, filme, seriado ou qualquer outra experiência que te engrandeça, Persona 4 te prende. Te faz esquecer o mundo ao seu redor. Te muda e, quando termina, você fica com aquela sensação de vazio, sentindo falta de como se sentia quando estava imerso naquela história densa e interessante.E é justamente isso que eu acho genial. Com um jogo consegue ser tão cool e tão profundo ao mesmo tempo. Como a realidade é misturada à fantasia com maestria, fazendo-a parecer não tão fantástica assim. Como ele passa da investigação dos assassinatos e sequestros ao mundo dentro do coração da pessoas e o poder da amizade, da companhia. Sem forçar absolutamente nada. E como você tem de guiar e descobrir tudo isso.
Em Persona 4, o poder está com você. Como um bom RPG que se preze, você toma as decisões. E essas decisões afetarão não só você, mas todas as pessoas ao redor. Podem até mudar drasticamente o final do jogo. E pelo fato de ser jovem como o personagem que controlava, de enxergar muitas coisas do meu mundo no mundo dele (que creio que seja justamente o propósito da ATLUS), eu suava frio a cada resposta, a cada decisão tomada. Como se fosse na vida real mesmo. Claro, eu sempre poderia salvar antes de fazer qualquer coisa e confesso que fiz isso algumas vezes. Mas tira a graça da coisa, né. Na maioria do tempo, encarava aquele mundo como o mundo real e agia como costumo agir normalmente. Nem sempre funcionava. -Q
Mas o ponto é que, assim como Fullmetal Alchemist abriu os meus olhos pro mundo quando mais novo, Persona 4 agora abria-os pra alguém que até então costumava ignorar bastante: eu mesmo. O jogo já começa assim. "Pursue your true self" é o seu lema. E as shadows, os inimigos que você enfrenta, não são nada mais do que sentimentos ruins formados nos corações das pessoas, sentimentos que elas escondem, se recusam a enfrentar e acabam azedando e se tornando mágoas, ressentimentos, limitações.
Sim, o mundo dentro do coração de alguém é mesmo uma bagunça, uma névoa que mal te deixa enxergar um palmo na sua frente. Sim, é difícil pra caralho enfrentar certas partes de nós mesmos, das quais temos medo, vergonha ou simplesmente achamos que não valem a pena.
Mas Persona 4 me ensinou que não adianta ficar escondendo, negando ou lutando contra isso. Só torna tudo ainda pior. Primeiro de tudo, temos de aceitar quem somos. TUDO o que somos. Qualidades, defeitos, hábitos, esdruxulices...
Fazer isso nos permite ficar em paz conosco. Fazer isso permite que nos completemos. E a partir daí, não fica tão difícil melhorar, evoluir. Essa é uma lição infinitamente mais fácil de ser falada do que levada à prática, mas é uma das mais importantes da minha vida. Uma que nunca esquecerei.
Então, nesta noite nublada de insônia extrema e muito ócio, eu agradeço a você, Persona 4. Por me ensinar algo que eu deveria ter nascido sabendo. Algo que, apesar de não ter sido esquecido, ficou em segundo plano na minha mente por tanto tempo que agora que eu penso sobre, me sinto uma pessoa completamente diferente. Algo que me torna melhor e dá a chance de melhorar mais ainda. Algo que dá conforto pra poder impulsionar o meu sono nesta noite em que ele me escapa.
E não é que acabou vindo mesmo?
"Search for your heart, pursue your true self."
E foi isso que Persona 4 me ensinou.
John's out.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Mulheres, amor e desilusão
Já escrevi um post de mesmo nome uma vez, no blog que eu não deveria ter apagado. E como anteriormente, esse vem depois de assistir High Fidelity.
Meu filme favorito de fossa. E depois dele eu fico um saco, fazendo top 5 de tudo. Me irrita só de pensar como vou estar mais tarde. Mas agora já assisti, fazer o que. O que também me lembra que, em 2010, eu já sabia mais sobre relacionamentos do que pensava. Que irônico.
E eu já venho falando de fossa já tem um bom tempo. Por todos os ângulos possíveis. Eu devia parar. '-'
Mas falar é bem mais fácil do que fazer. Portanto, escrevamos. Me dá paz de espírito, fazer o que.
Essa é pra vocês, companheiros do forever alone boat.
Como perder uma mulher em 5 movimentos simples.
Um guia rápido do que você deve fazer pra segurar a sua, antes que seja tarde demais. Vindo do mestre em estragar relacionamentos.
1) Bom, comecemos. Um dia você está tranquilo a pensar na vida, fazer as suas coisas e de repente ela aparece. Seus olhos brilham, seu coração dispara, você sente como se todas as outras pessoas não existissem. Chama a sua atenção na hora e não sai da sua cabeça.
E aí, o que vai fazer? Como se aproximar? Sobre o que iniciar a conversa? Como prender a atenção dela?
Você tá bem vestido? E o hálito, como tá? Nervoso, suando, etc?
Se você já desistiu por aí, parabéns. Esse é o movimento número um, desistir antes mesmo de começar.
Quem sabe o tipo de fora você iria tomar? Mulheres sabem muito bem como destruir a moral de um cara com meia dúzia de palavras. E auto-estima não é algo tão fácil de se recuperar assim.
2) Agora suponhamos que você tomou coragem. Levantou, foi lá começar uma conversa. Escolheu um modo de aproximação, seja mais descontraído, seja mais sério. Falou, falou e não prendeu a atenção da garota. Ficou nervoso, disse coisas idiotas. Foi exagerado ou tímido demais. Ou talvez ela nem tenha te dado chance de dizer nada. Parabéns, você foi pego pela maldita primeira impressão. Era pra isso que desistir antes de começar serve. Preservar o seu amor próprio. Mas já tá feito, né. Não esquenta, isso acontece com todo mundo. Já levei uma bota depois de duas frases. DUAS FRASES! Porra, nem deu tempo de começar a conversar, tinha ainda tantas piadas sem-graça pra contar...
3) Seguindo, você conversou com ela. Arrancou alguns sorrisos, fez uma certa aproximação. Ela gostou de você, te achou divertido, inteligente e pá. Mas não foi o suficiente. A garota simplesmente não te vê como boyfriend material. Com o tempo e as conversas, ela vai começar a falar de outros homens pra você, dizer que todos são uns cachorros, que queria que existissem mais caras legais como você. Parabéns. Tu entrou na friendzone pra sempre. Mulher tem essa mania de gostar de homem que a maltrate e reclamar que não existe cara legal pro cara legal que tá do lado dela, sabe? Lógica feminina, vai entender.
4) Com isso movemos ao estágio seguinte. Ela se interessou em você. Prendeu a atenção da garota e ela quer sair contigo, te conhecer melhor. Ou já faturou no dia mesmo. Ae garoto! Muito bem, faturou a mina. Mas ela não quis nada sério, não respondeu às suas ligações, às mensagens, partiu pra outra? Parabéns, você teve, mas não conseguiu segurar. Também bem mais comum do que as pessoas imaginam. Ainda mais hoje, em que ninguém quer compromisso com nada. As pessoas passam a vida toda pulando de pedra em pedra até perceber que não existem mais onde pisar. Pois é.
5) E por último, mas não menos importante, temos o estágio final. O relacionamento frustrado. Você teve coragem de conversar, não tomou um fora, prendeu a atenção da garota e conseguiu fazer ela gostar de você?
É aí que o verdadeiro desafio começa, pequeno gafanhoto. As mulheres são seres difíceis de se compreender e mais ainda de se lidar. A lógica feminina não é necessariamente uma lógica, entende? Ou seja, o seu relacionamento pode estar correndo às mil maravilhas num dia e estar completamente acabado no seguinte. Não existe truque pra esse estágio. Cada um é do seu jeito e cada mulher tem a sua peculiaridade. Faça o seu melhor, seja sincero, atencioso, protetor, tudo que uma mulher de verdade precisa. E se no final não der certo, você vai poder ter a certeza de que fez tudo que pode.
E a paz de espírito pra seguir adiante. Porque, ao contrário do que pensará quando terminar um relacionamento, terminar um relacionamento NÃO é o fim do mundo. Só o término de um ciclo.
E quando um ciclo termina, outro começa.
Pareceu um momento adequado pra adaptar esse post de 2010 ao novo blog.
Dito isso, John's out.
Meu filme favorito de fossa. E depois dele eu fico um saco, fazendo top 5 de tudo. Me irrita só de pensar como vou estar mais tarde. Mas agora já assisti, fazer o que. O que também me lembra que, em 2010, eu já sabia mais sobre relacionamentos do que pensava. Que irônico.
E eu já venho falando de fossa já tem um bom tempo. Por todos os ângulos possíveis. Eu devia parar. '-'
Mas falar é bem mais fácil do que fazer. Portanto, escrevamos. Me dá paz de espírito, fazer o que.
Essa é pra vocês, companheiros do forever alone boat.
Como perder uma mulher em 5 movimentos simples.
Um guia rápido do que você deve fazer pra segurar a sua, antes que seja tarde demais. Vindo do mestre em estragar relacionamentos.
1) Bom, comecemos. Um dia você está tranquilo a pensar na vida, fazer as suas coisas e de repente ela aparece. Seus olhos brilham, seu coração dispara, você sente como se todas as outras pessoas não existissem. Chama a sua atenção na hora e não sai da sua cabeça.
E aí, o que vai fazer? Como se aproximar? Sobre o que iniciar a conversa? Como prender a atenção dela?
Você tá bem vestido? E o hálito, como tá? Nervoso, suando, etc?
Se você já desistiu por aí, parabéns. Esse é o movimento número um, desistir antes mesmo de começar.
Quem sabe o tipo de fora você iria tomar? Mulheres sabem muito bem como destruir a moral de um cara com meia dúzia de palavras. E auto-estima não é algo tão fácil de se recuperar assim.
2) Agora suponhamos que você tomou coragem. Levantou, foi lá começar uma conversa. Escolheu um modo de aproximação, seja mais descontraído, seja mais sério. Falou, falou e não prendeu a atenção da garota. Ficou nervoso, disse coisas idiotas. Foi exagerado ou tímido demais. Ou talvez ela nem tenha te dado chance de dizer nada. Parabéns, você foi pego pela maldita primeira impressão. Era pra isso que desistir antes de começar serve. Preservar o seu amor próprio. Mas já tá feito, né. Não esquenta, isso acontece com todo mundo. Já levei uma bota depois de duas frases. DUAS FRASES! Porra, nem deu tempo de começar a conversar, tinha ainda tantas piadas sem-graça pra contar...
3) Seguindo, você conversou com ela. Arrancou alguns sorrisos, fez uma certa aproximação. Ela gostou de você, te achou divertido, inteligente e pá. Mas não foi o suficiente. A garota simplesmente não te vê como boyfriend material. Com o tempo e as conversas, ela vai começar a falar de outros homens pra você, dizer que todos são uns cachorros, que queria que existissem mais caras legais como você. Parabéns. Tu entrou na friendzone pra sempre. Mulher tem essa mania de gostar de homem que a maltrate e reclamar que não existe cara legal pro cara legal que tá do lado dela, sabe? Lógica feminina, vai entender.
4) Com isso movemos ao estágio seguinte. Ela se interessou em você. Prendeu a atenção da garota e ela quer sair contigo, te conhecer melhor. Ou já faturou no dia mesmo. Ae garoto! Muito bem, faturou a mina. Mas ela não quis nada sério, não respondeu às suas ligações, às mensagens, partiu pra outra? Parabéns, você teve, mas não conseguiu segurar. Também bem mais comum do que as pessoas imaginam. Ainda mais hoje, em que ninguém quer compromisso com nada. As pessoas passam a vida toda pulando de pedra em pedra até perceber que não existem mais onde pisar. Pois é.
5) E por último, mas não menos importante, temos o estágio final. O relacionamento frustrado. Você teve coragem de conversar, não tomou um fora, prendeu a atenção da garota e conseguiu fazer ela gostar de você?
É aí que o verdadeiro desafio começa, pequeno gafanhoto. As mulheres são seres difíceis de se compreender e mais ainda de se lidar. A lógica feminina não é necessariamente uma lógica, entende? Ou seja, o seu relacionamento pode estar correndo às mil maravilhas num dia e estar completamente acabado no seguinte. Não existe truque pra esse estágio. Cada um é do seu jeito e cada mulher tem a sua peculiaridade. Faça o seu melhor, seja sincero, atencioso, protetor, tudo que uma mulher de verdade precisa. E se no final não der certo, você vai poder ter a certeza de que fez tudo que pode.
E a paz de espírito pra seguir adiante. Porque, ao contrário do que pensará quando terminar um relacionamento, terminar um relacionamento NÃO é o fim do mundo. Só o término de um ciclo.
E quando um ciclo termina, outro começa.
Pareceu um momento adequado pra adaptar esse post de 2010 ao novo blog.
Dito isso, John's out.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Weekly Update #2
Sexta-feira passada eu saí e morri de dar risada com trollagens, piadas toscas, caipirinhas de vinho, ciúme doentio, rosas e stalking. Ê noite longa, capotei quando cheguei em casa e passei o dia seguinte todo com dor de cabeça. Mas me diverti como não fazia há muito, muito tempo.
Sábado meu pai descumpriu mais uma de suas promessas, como de costume. Bom, pelo menos a desculpa dessa vez não foi tão patética e infantil. Tá perdoado.
Fiz o que no domingo mesmo? Ah sim, o velho viajou e eu passei o dia todo no pc. E o pc passou a madrugada ligado, baixando filme a uma velocidade sensacionalmente baixa.
Segunda eu fui até Itajubá. Precisava olhar outro apartamento pra ficar, o meu deu problemas demais ano passado. Dia quente pra caralho e a busca foi um tanto quanto mal sucedida. Não aguentei tomar ônibus no mesmo dia. Dormi por lá mesmo. Dormi entre aspas, né. Passei mais da metade da noite acordado, olhando pro teto.
Terça acordei mal. Tava desanimado, tinha dormido muito pouco. Pensei em ir só de tarde, mas queria sair daquele lugar o mais rápido possível. Juntei todas as forças que tinha e corri pra rodoviária. Ao chegar em Pouso Alegre, fui resolver mais documentos da auto-escola. Que saco, essas porras nunca acabam, eu pensei que começaria na semana anterior.
Quarta eu não tive ânimo nem pra colocar a cara fora de casa. Fiquei falando pra mim mesmo o dia todo que iria na maldita clínica fazer o exame pra poder começar a auto-escola, mas o corpo o dia todo no "Me obrigue". E acabei passando no pc. Maratona de Chuck.
Quinta eu acordei igualmente desanimado. Poderia ter saído de manhã, mas preferi ficar por aqui mesmo. Reassisti Star Trek, retomei projetos antigos. É bom poder trabalhar com Photoshop novamente. Ainda fraco na criatividade, though. De tarde eu finalmente ganhei a coragem necessária pra ir lá fazer o maldito exame. Coisa chata da porra, me colocaram pra ficar fazendo desenhinho com a mão esquerda e sem enxergar, me senti como um daqueles chimpanzés de laboratório. Calor do caralho, chuva ameaçou mas não veio. Só relâmpago e queda de energia mesmo.
E hoje eu não sei. Vou ver se volto lá na auto-escola pra poder finalmente começar as minhas aulas agora que tenho todos os documentos e fiz todos os exames. Isso se o ânimo deixar, né. Tenho que continuar a maratona de Chuck, terminar as edições de imagem que comecei, tomar uns 3 banhos pra refrescar nesse maldito calor, fazer os meus exercícios diários e, com sorte, sair com os amigos de noite pra distrair e sorrir.
Porque eu to precisando.
Mas agora eu vou dormir que tá tudo embaçando aqui já.
John's out.
Sábado meu pai descumpriu mais uma de suas promessas, como de costume. Bom, pelo menos a desculpa dessa vez não foi tão patética e infantil. Tá perdoado.
Fiz o que no domingo mesmo? Ah sim, o velho viajou e eu passei o dia todo no pc. E o pc passou a madrugada ligado, baixando filme a uma velocidade sensacionalmente baixa.
Segunda eu fui até Itajubá. Precisava olhar outro apartamento pra ficar, o meu deu problemas demais ano passado. Dia quente pra caralho e a busca foi um tanto quanto mal sucedida. Não aguentei tomar ônibus no mesmo dia. Dormi por lá mesmo. Dormi entre aspas, né. Passei mais da metade da noite acordado, olhando pro teto.
Terça acordei mal. Tava desanimado, tinha dormido muito pouco. Pensei em ir só de tarde, mas queria sair daquele lugar o mais rápido possível. Juntei todas as forças que tinha e corri pra rodoviária. Ao chegar em Pouso Alegre, fui resolver mais documentos da auto-escola. Que saco, essas porras nunca acabam, eu pensei que começaria na semana anterior.
Quarta eu não tive ânimo nem pra colocar a cara fora de casa. Fiquei falando pra mim mesmo o dia todo que iria na maldita clínica fazer o exame pra poder começar a auto-escola, mas o corpo o dia todo no "Me obrigue". E acabei passando no pc. Maratona de Chuck.
Quinta eu acordei igualmente desanimado. Poderia ter saído de manhã, mas preferi ficar por aqui mesmo. Reassisti Star Trek, retomei projetos antigos. É bom poder trabalhar com Photoshop novamente. Ainda fraco na criatividade, though. De tarde eu finalmente ganhei a coragem necessária pra ir lá fazer o maldito exame. Coisa chata da porra, me colocaram pra ficar fazendo desenhinho com a mão esquerda e sem enxergar, me senti como um daqueles chimpanzés de laboratório. Calor do caralho, chuva ameaçou mas não veio. Só relâmpago e queda de energia mesmo.
E hoje eu não sei. Vou ver se volto lá na auto-escola pra poder finalmente começar as minhas aulas agora que tenho todos os documentos e fiz todos os exames. Isso se o ânimo deixar, né. Tenho que continuar a maratona de Chuck, terminar as edições de imagem que comecei, tomar uns 3 banhos pra refrescar nesse maldito calor, fazer os meus exercícios diários e, com sorte, sair com os amigos de noite pra distrair e sorrir.
Porque eu to precisando.
Mas agora eu vou dormir que tá tudo embaçando aqui já.
John's out.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
The little things give you away
Eu assisto muita televisão. Sempre assisti. Pelo fato de ficar muito em casa e não ter muito o que fazer, acabei seguindo vários animes, seriados, colecionando filmes na minha mente.
E eu sempre invejei a vida desses personagens da ficção. Não, eu não sou burro. Eu sei que a vida real não é assim. Eu sei que as coisas não costumam terminar bem no final. Que não existem poderes especiais ou infinitas chances. Que não dá pra salvar o mundo.
As pessoas não tem forças nem pra salvar as próprias vidas, o que dirá o mundo todo.
Mas isso nunca me impediu de sonhar com isso. Por mais que eu entrasse em conflito comigo mesmo só de pensar nessas besteiras. Elas me amolecem, me tornam essa pessoa da qual todos tiram vantagem.
Mas mesmo sempre sabendo de tudo isso, eu nunca parei de imaginar.
Hoje eu vi o episódio final de Chuck. É um seriado que eu comecei a assistir pela comédia, mas que com o tempo comecei a enxergar uma vida toda ali. Uma vida que eu queria. Uma felicidade que mesmo sendo fictícia, parecia tão real. Há, eu nunca cresço mesmo. Acho que não dá pra tirar essa maldita infantilidade de mim.
Mas eu não ligo. Ainda pequeno, ouvi uma vez que o problema dos adultos é que, quando crescem, eles perdem o que tinham quando crianças. Sua bondade, sua imaginação, seus sonhos são engolidos pelo mundo. E eu posso ser um trouxa, mas fico feliz que ainda tenho os meus. Só busco ser um pouco mais confiante, though.
Pra quem se interessar, deixo as frases finais do seriado, que ficaram na minha cabeça:
"_Morgan has this crazy idea.
_What is it?
_He thinks that with one kiss you'll remember everything.
_One magical kiss?
_Yeah.
_I know, it's...
_Chuck?
_Yeah?
_Kiss me."
Pois é, acho que os detalhes me entregam mesmo.
Este sou eu, essa pessoa conflituosa que sempre digladia-se consigo mesmo, com o perdão do pleonasmo.
Que num momento se acha o máximo, no seguinte mal consegue se olhar no espelho.
Que não consegue nunca decidir o que quer.
Que não consegue nunca decidir quem é.
Que luta todos os dias pra não ter que lutar mais.
É, eu ando muito falante.
John's out.
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