terça-feira, 31 de janeiro de 2012

The little things give you away


Eu assisto muita televisão. Sempre assisti. Pelo fato de ficar muito em casa e não ter muito o que fazer, acabei seguindo vários animes, seriados, colecionando filmes na minha mente.
E eu sempre invejei a vida desses personagens da ficção. Não, eu não sou burro. Eu sei que a vida real não é assim. Eu sei que as coisas não costumam terminar bem no final. Que não existem poderes especiais ou infinitas chances. Que não dá pra salvar o mundo.
As pessoas não tem forças nem pra salvar as próprias vidas, o que dirá o mundo todo.

Mas isso nunca me impediu de sonhar com isso. Por mais que eu entrasse em conflito comigo mesmo só de pensar nessas besteiras. Elas me amolecem, me tornam essa pessoa da qual todos tiram vantagem.
Mas mesmo sempre sabendo de tudo isso, eu nunca parei de imaginar.

Hoje eu vi o episódio final de Chuck. É um seriado que eu comecei a assistir pela comédia, mas que com o tempo comecei a enxergar uma vida toda ali. Uma vida que eu queria. Uma felicidade que mesmo sendo fictícia, parecia tão real. Há, eu nunca cresço mesmo. Acho que não dá pra tirar essa maldita infantilidade de mim.

Mas eu não ligo. Ainda pequeno, ouvi uma vez que o problema dos adultos é que, quando crescem, eles perdem o que tinham quando crianças. Sua bondade, sua imaginação, seus sonhos são engolidos pelo mundo. E eu posso ser um trouxa, mas fico feliz que ainda tenho os meus. Só busco ser um pouco mais confiante, though.

Pra quem se interessar, deixo as frases finais do seriado, que ficaram na minha cabeça:

"_Morgan has this crazy idea.
_What is it?
_He thinks that with one kiss you'll remember everything.
_One magical kiss?
_Yeah.
_I know, it's...
_Chuck?
_Yeah?
_Kiss me."

Pois é, acho que os detalhes me entregam mesmo.
Este sou eu, essa pessoa conflituosa que sempre digladia-se consigo mesmo, com o perdão do pleonasmo.
Que num momento se acha o máximo, no seguinte mal consegue se olhar no espelho.
Que não consegue nunca decidir o que quer.
Que não consegue nunca decidir quem é.
Que luta todos os dias pra não ter que lutar mais.


É, eu ando muito falante.
John's out.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Frases aleatórias

Pois é, o dia de raiva, ódio e hiperatividade continua. Não consigo parar nem um segundo. Assistindo Never Back Down e tentando me disciplinar um pouco. Não creio que vá funcionar. To mais pro cara do Wanted que passou semana passada. Surtou e saiu batendo em todo mundo.
Então, pra fechar o dia venho aqui compartilhar umas frases aleatórias que ficaram na minha mente nos últimos dias. Pra vocês lerem e pensarem em diferentes coisas, assim como eu quando as li/ouvi.

"Cuide enquanto tem, viva enquanto pode."

"Você quer que eu tenha pena de você porque é popular?"

"Gentileza gera gente folgada."

"Never back down."

"Eu não sou antissocial. Todo mundo é que é idiota."

"Aprenda, quando uma pessoa te ama de verdade, ela não desiste de você."

"Não importa quais sejam as suas razões, certas ou não. As consequências serão as mesmas."

"Às vezes a gente acaba machucando aquela pessoa que só quer nos fazer sorrir."

"Chegou. Marcou a sua vida. E foi embora. Isso te faz lembrar alguém?"

"Confiança é como papel. Uma vez amassado, nunca mais volta a ser perfeito como antes."

"Nunca brinque com os sentimentos alheios. Você pode ganhar o jogo, mas perderá tal pessoa pra sempre."

"Nunca ignore alguém que te ama e se importa com você. Porque um dia você pode perceber que perdeu a lua enquanto contava estrelas."

"Se suas ações contradizem as suas palavras, eu nunca vou acreditar em você."

"Eu agradeço a todos que me disseram NÃO. É por causa deles que fiz tudo eu mesmo."

"_Você tá um lixo.
_É uma ofensa ao lixo."

"Não fazer nada também traz consequências."

"Quando eu o conheci, imaginei que fosse só mais um jovem inconsequente, que não consegue controlar as próprias emoções. Mas com o tempo percebi que ele tem medo delas."

"A loucura é como a gravidade. Só precisa de um empurrãozinho."

"Aquilo que não me mata, só me deixa mais forte."

"Este sou eu, tomando o controle. E você, o que tem feito da vida?"

Vocês não tem ideia de como o clima é agitado e confuso dentro da minha mente. Ê trabalho que ela me dá.
Pois é. John's out.

Next ----> The Shield of Achilles.

Tales of an alien planet #2


Tenho de admitir, sou um alienígena postiço. Posso me sentir totalmente deslocado, como se estivesse no planeta errado, mas eu nasci aqui mesmo, em meio a vós. Acho que já vim com defeito de fabricação, então.

Eu sempre fui uma pessoa bem sozinha. Bem desapegada. Eu tenho amigos, claro. E nós saímos, sorrimos, nos divertimos. Mas não tenho histórias bonitas de posteres na parede pra contar. Não consigo transformar a vida em um conto com belas palavras. Nunca tive alguém que me guiasse, que me desse conselhos. Nunca tive em quem me apoiar. Nunca tive pra onde ir, a não ser pra dentro da minha mente.
Por isso, não sei nem se tenho muitas histórias pra compartilhar. Uma pessoa importante uma vez perguntou sobre a minha vida e eu fiquei sem ter o que dizer direito. Eu não estava mentindo, só não tinha o que dizer.

Eu olho pra trás e vejo o grande vazio que a minha vida foi. As pessoas dizem que é bobagem, que eu tenho muita coisa pra viver, mas elas não entendem. Elas não entendem o que é viver de forma nula, se tornar o vazio. O que é vegetar por 20 longos anos. Não entendem que hoje eu sou só uma pequena sombra da pessoa que poderia ter sido.

"Você já nasceu morto."

Essas são as palavras que estão gravadas no ponto mais profundo da minha alma. Quando as ouvi pela primeira vez, me identifiquei na hora. Era algo que nunca foi me dito, mas que eu sentia todos os dias na pele.
Porém, não é aí que a nossa história começa. Ela se incia bem antes, com um garoto inteligente, metido, agressivo, desapegado, extremamente confiante e muito sem noção.

Quando pequeno, eu era absurdamente quieto. Difícil de acreditar, dado a matraca do caralho que sou hoje. Eu chupava dedo e ficava segurando uma coberta o dia todo. Não lembro de muito daquela época, minha memória é ruim. Eu nunca dei muito valor à memória, explicarei o porquê depois. O que eu lembro é que olhava ao meu redor e me perguntava "porque" o tempo todo. Por que aquela ali é a minha mãe? Por que o meu pai é tão bravo? Por que as pessoas sorriem, choram, se machucam?

Ainda criança, viciei em Cavaleiros do Zodíaco. Eu e meu irmão, um com 5 e o outro com 3, respectivamente, assistíamos todos os dias. Até a minha mãe via junto. Infante como era, não sabia diferenciar direito o anime da realidade. Eu via a resolução, a honra e o senso de justiça daqueles personagens que sacrificavam sua vida em prol dos outros e me perguntava o porquê disso tudo também.
Mas aquilo ficou gravado em mim. Talvez por eu ser pequeno e ter pouca coisa na cabeça. Talvez porque eu já era diferente, mesmo naquela época. Ou simplesmente porque sempre me faltaram uns parafusos.

Então, aos 5 anos, criei o meu primeiro valor: a Honra.
Tá, eu não pensei comigo e decidi "ah, criei um valor, daqui em diante vou seguir isso". Eu era pequeno demais, foi algo completamente implícito.
Com o tempo, fui percebendo que ninguém era assim. O pessoal da minha idade eram apenas crianças, eles não tinham nada na cabeça. E os mais velhos transpiravam egoísmo, só olhavam pros próprios umbigos.
Isso me desanimou, me calou e me afastou mais ainda das pessoas.

Também lembro que quando pequeno, eu idolatrava o meu pai. Chegava a ficar doente quando ele não estava em casa. Ele era o exemplo de maturidade, autoridade, inteligência. Ele era tudo pra mim. O cara era uma calculadora humana. Sabia fazer qualquer conta de cabeça. Qualquer conta MESMO. Ele sabia a capital de todos os países, sabia onde ficava tudo. Me recordo de pegar o Atlas lá de casa só pra ver se aprendia alguma coisa pra ficar igual a ele.
Meu pai impunha respeito, não levava desaforo de ninguém não. E eu queria ser igual a ele. Queria crescer logo, estudar bastante pra ser igual ao meu pai.

Lá pelos 7, criei o meu segundo valor: o Respeito.
Aprendi com o meu pai que se deve respeitar as pessoas o tempo todo, mas que quando elas te desrespeitam, você tem de mostrar que é educado, mas não é trouxa. Tem de revidar. E revidar pesado, pra mostrar que quem brinca com você toma no cu firminho. E muito colega folgado meu apanhou por casa disso.

Mas nós mudamos de cidade. O pai que eu divinizava se tornava mais e mais relapso conforme eu crescia. O meu jeito distante e metido fez com que eu tivesse uma dificuldade enorme em arranjar e manter amigos. Mas eu ainda era um garoto confiante. Eu tinha os meus valores. Me tornei até troll com o tempo. Pena que foi por um curto período de tempo. Eu sinto muita falta daquela confiança toda e passei os últimos anos tentando recuperá-la. Mentindo pra recuperá-la. Não só para os outros, mas principalmente pra mim. Não tem adiantado muito, eu ainda não consigo me lembrar como conseguia não ter nem um pouco de medo de nada.

Pra ilustrar, provar que não estou mentindo e finalizar, vou contar uma história desses tempos.
Eu não lembro direito quantos anos tinha. Uns 9, 10, mais ou menos. Começa com o meu irmão me chamando na sacada, todo empolgado.

_Olha lá, tá vendo? Um coelho!

Eu me perguntei o que um coelho fazia ali na nossa rua. Nunca tinha visto e nunca vi nenhum pra esses lados novamente. Mas isso não importava. Subitamente, um pensamento veio na minha cabeça.

Esse coelho vai ser meu.

E eu sabia exatamente o que tinha que fazer. Sem medo, sem planos mirabolantes. Eu desci as escadas correndo, abri o portão, passei pelo coelho e fui até a rua de baixo. Lá, haviam uns garotos brincando. Eu coloquei uma expressão de desesperado na cara e fui até eles.

_Cara, me ajuda! Meu coelho fugiu!
_Calma, onde ele tá, qual é o nome dele? A gente te ajuda, não se preocupa.

Disse um nome qualquer, mas ele não respondia pelo nome por que eu tinha acabado de ganhá-lo. Eu praticamente não pensei em dizer isso, simplesmente saiu. Com uma naturalidade monstruosa. Guiei eles até o terreno onde o coelho estava. E os caras correram atrás do bicho pra mim. Eu sabia que não conseguiria fazer isso. Nunca fui muito bom nos esportes.
Um deles conseguiu pegá-lo e trouxe na minha mão. E pronto, eu tinha conseguido o coelho e não tinha levantado um dedo pra isso. Agradeci-os, peguei o coelho e subi super feliz as escadas. Respondi ao espanto dos meus pais em como eu tinha conseguido um coelho com um simples:

_Ah, eu fiz pegarem pra mim.

Na maior inocência do mundo. Aquilo não significou nada pra mim naquele instante, mas analisando hoje esse provavelmente foi o melhor momento da minha vida. Naquele minuto, eu era quem hoje eu luto todos os dias pra tentar ser. Não alguém que engana os outros, não é esse ponto que eu tento recuperar. Alguém confiante, que SABE o que tem que fazer. E que CONSEGUE fazer o que quer. Sem traçar cursos de ação, sem tentar prever cenários, sem ficar quebrando a cabeça com as consequências. Vai lá, faz e DÁ CERTO. Sem nem um pingo de medo, de receio.

E eu ainda seria assim. Se não fosse pelos anos que se seguiram...
Mas isso é assunto pra um post futuro.

Há, foi bom lembrar disso. Saber que a minha covardia é coisa da minha cabeça, que eu já fui confiante e posso ser novamente. Só preciso achar a raiz daqueles pensamentos. Mas depois de tantos anos sendo quem eu sou hoje, é difícil apagar as coisas ruins e voltar a ser como eu era quando criança. Mesmo despedaçando toda a minha memória. Trágico.

Qualquer dia eu continuo a história.

John's out.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Pensamentos antigos

Tava dando um pente fino no HD do pc do meu pai antes de formatar e achei alguns textos antigos e totalmente incompletos que eu escrevi. Bom, não tão antigos assim, porque se voltar muito eu só escrevia em caderno, praticamente nada em computador. Fiquei lendo-os repetidas vezes, tentando lembrar o que eu estava sentindo quando os escrevi.
Achei que seria interessante colocar os dois aqui pra verem as diferenças, mesmo havendo um curto intervalo de tempo entre eles.


Christmas Morning - 24/12/2010
A manhã de Natal mal começara e o peso dos seus poucos mas significativos anos de vida subitamente caiu sobre seus ombros. Depois de tudo que passara, chegar ao final de mais um ano sem ter feito nada relevante novamente o deixava muito, muito irritado. Se esforçara tanto pra mudar, mas via que não mudara nada. Era o mesmo garoto covarde e sem auto-estima de sempre.

Ele entrou no quarto, sentou-se na cadeira em frente ao computador e começou a chorar. Chorou como não fazia há muito tempo, quando prometera não chorar nunca mais.
Mas aquela sensação de solidão extrema o afligia infinitamente, ele não conseguia mais se conter. 
Chorava porque se sentia sozinho, chorava porque temia ficar assim para sempre. Nesse momento, sua mente se incendiou com lembranças, pensamentos e dúvidas:

“Eu nunca devo demonstrar os meus sentimentos, pois sempre irei me machucar.”
“Eu nunca devo esperar a ajuda de ninguém, pois só estarei esperando em vão.”
“Não importa o quanto eu tente me aproximar das pessoas, no final eu sempre vou acabar sozinho.”


The Worst Son - 21/02/2011
É, eu sou um filho ruim.
Não uso drogas, não engravido mina aos 15, não chego tarde em casa, não cometo crimes, não xingo na frente dos meus pais. Não bebo, não fumo, não fico pegando dinheiro escondido, tiro notas boas e nunca mato aula. Penso bastante antes de falar ou fazer qualquer coisa. Agora, deixei de lavar 2 pratos, não arrumo meu quarto como querem, passo algumas horas no computador e já chovem xingamentos, gritos e sou comparado com o filho de todo mundo. Tá infeliz? Adota o filho de fulano, que quando ouvir o primeiro grito, vai mandar se fuder. Mas deve ser melhor que eu, já que sou um filho tão ruim. 
Na boa? Ajoelhem e agradeçam aos céus pelo filho que vocês têm.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Tales of an alien planet #1

Quem leu o post anterior percebeu que eu estou muito longe de casa, num planeta alienígena. Preso, sem saber como voltar. Sem nem saber se o meu lugar natal ainda existe. Então, já que não posso fazer muita coisa, escreverei sobre os nativos e sobre as minhas experiências nesse lugar árido e vazio em que me encontro. Com a esperança de que um dia algum compatriota meu leia estas mensagens e certifique-se de passar BEM longe daqui. Bom, vamos lá.

O primeiro tema é o respeito. Falei brevemente sobre ele anteriormente, mas como é um assunto relevante, resolvi me estender. Primeiro de tudo, ele existe por estas bandas? Olha, até existe, mas fracamente. 


A grosso modo, você pode dividir as pessoas em dois grandes grupos: os que não estão nem aí pro respeito e os que exageram na preocupação com ele.


O primeiro grupo é composto principalmente por pessoas jovens. Eles não tem respeito pelos outros, não tem respeito por si, não tem respeito pelo lugar em que vivem. Só pensam em popularidade, superficialidade e vazio. A infância sumiu, todo mundo quer ser crescidinho, acham que malícia é igual a conhecimento, a sabedoria. Uma garota de 12 anos acha que é madura só porque sabe pra que serve um pinto. Um garoto de 12 anos acha que é crescido só porque já deu uns "pegas" na coleguinha.


É ridículo ver eles se gabando de suas experiências, de sua maturidade de separar os sentimentos do contato físico. É deplorável ver as coisas que eles deixam passar ou simplesmente jogam fora porque estão preocupados demais em serem bonitos, desejados, populares.


E onde entra o respeito em tudo isso? Eles são o extremo negativo, o 8. A palavra "respeito" não existe em seu vocabulário. São efêmeros, só pensam no presente. São voláteis, animalescos e completamente vazios. Pregam e criam um ciclo vicioso de desrespeito. Eles se aproveitam dos semelhantes respeitosos, sugando toda a sua bondade, até criar um igual. Pegam uma pessoa boa e pisam tanto nela que eventualmente tal pessoa chega a inegável conclusão de que a única forma de sair de baixo é deixando de respeitar os outros. 


E infelizmente, é mesmo. O respeito é considerado uma fraqueza nesse meio. E esses abutres podem sentir a sua bondade a quilômetros de distância e pode ter certeza que virão se alimentar dela. O único jeito de combatê-los é achando o frágil equilíbrio entre o respeito e a corrosão. Você não pode respeitá-los, eles te consumirão. Mas, ao mesmo tempo, não pode se corromper e virar um deles. Tem de jogar na defensiva, atacar somente quando te desrespeitarem. Mas ao atacar, golpear com força, pra mostrar que você é educado, mas não idiota. Basicamente, agir como um animal de território fixo. Não incomoda os outros, mas quando entram no seu espaço, trucida os petulantes.


Seguindo, o segundo grupo é composto principalmente pelas pessoas mais velhas. Eles acham que NINGUÉM tem mais respeito por nada. Nada é mais como antigamente, quando os filhos chamavam os pais de "senhor", chegavam em casa no horário, não saíam de noite. Só pensam na arrogância dos jovens, na petulância dos jovens, na ignorância dos jovens. Mas fazer algo mesmo pra melhorar ninguém faz. Um adulto de 40 anos acha que é sábio só porque tem 40 anos. Mas sabedoria não depende só de idade. Pra ser sábio não basta só viver, você tem que ouvir, abrir a mente, perceber e se comunicar com o mundo e as pessoas ao seu redor. Um adulto de 40 anos teimoso e intolerante não é muito mais sábio que um garoto de 15.


Também é ridículo ver estes se gabando de suas experiências, só porque são mais velhos. Se gabam principalmente para os jovens e tentam enfiar suas opiniões goela abaixo, não importando se estas são limitadas, preconceituosas, unilaterais. Se estes não aceitarem, aí é que são arrogantes, imaturos. Porque o "detentor da sabedoria" não aceita que um jovenzinho que mal saiu das fraldas venha contradizer a sua tão elevada opinião, estando ele certo ou não.

E onde entra o respeito em tudo isso? Eles são o extremo positivo, o 80. A palavra "respeito" é sinônimo de muitas outras em seu vocabulário. São saudosistas, só pensam no passado. São constantes, arrogantes e completamente cegos. Pra eles é impensável que um jovem possa ser sábio. Que ele possa discutir no mesmo nível que um adulto, que vivenciou muito mais coisas. Suas mentes são tão fechadas que não enxergariam a sabedoria nem se estivesse escrita na frente deles. Pegam uma pessoa boa e desacreditam tanto as suas opiniões, ridicularizam tanto os seus valores que eventualmente tal pessoa chega a inegável conclusão de está errada sobre tudo. Que todos os seus pensamentos, todas as suas reflexões são infantis.

Mas nem sempre é assim. O respeito é considerado uma dádiva concedida somente aos mais antigos, nesse meio. Eles não se importam com a sua bondade, com os seus valores. Você é um bebê, portanto não sabe de nada. "Senta lá". Pregam e criam um ciclo vicioso de intolerância, de preconceito. Fecham a mente das pessoas. O modo de combatê-los é simplesmente não os levando a sério. Porque não importa o que você faça, quantas provas dê de que é maduro, eles nunca enxergarão. Suas mentes são fechadas, suas opiniões NUNCA mudarão. O semelhante na natureza seria um animal tranquilo, uma preguiça, por exemplo. "Eu sou criança? Que bom". Use o "senta lá" de volta.


Resumindo tudo isso, creio que a chave pra sobreviver neste lugar seja ser você mesmo. Ser fiel aos seus ideais, às suas convicções. Não deixar a opinião dos outros, não importa o quão numerosos, o quão próximos, afetar o seu julgamento. Não abrir exceções.
Pode parecer bem clichê e um pouco extremo, mas é por aí mesmo. Porque em se tratando de valores, não há exceções. Agiu diferente com um, já não é mais um valor, nada te impede de agir assim novamente.
E ninguém vale um valor quebrado. NINGUÉM MESMO.

Eu não nego, você provavelmente se sentirá bem sozinho agindo assim. Mas antes só do que mal acompanhado. É um teste que todos devemos passar. Quebrando seus valores, deixará de ser você mesmo. Quebrando seus valores, provará que é fraco, indigno. E no final acabará se tornando um deles e vivendo uma vidinha medíocre e totalmente restrita.


Viva e não se importe com mais ninguém. Respeite o espaço alheio, mas passe por cima de quem não respeita o seu. Respeite e si mesmo e tenha o futuro sempre em mente. Mas não se preocupe demais, exija respeito demais. Não tente viver sem errar, prever o futuro.
Se cair, se levante. Se errar, conserte. Se pisarem em você, torça os pés deles. Se te desacreditarem, passe batido.
As pessoas ficam pelo caminho e quando você as encontra, elas fazem de tudo pra que você fique por ali também. Pra lhes fazer companhia, pra lhes dar conforto provando que fizeram tudo que podiam.
Mas é mentira. Estes são só os fracos que desistiram, que não tiveram forças pra levantar e seguir em frente. Não perca seu tempo com eles. Não é porque você está parado que a vida fará o mesmo, se tornará mais fácil.

A chave pra tudo é o equilíbrio. Ache o seu, construa os seus valores e VIVA.

John's out.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

I fucking hate clubs


Just like the pic says. Eu acho que nasci no século errado. Ou no planeta errado. Os caras gostam de encher a cara, de cantar pneus, de exibir seus topetes, seus músculos, suas carteiras. As mulheres gostam de receberem xavecos, de deixar os homens aos seus pés, de exibir a sua maquiagem, as suas curvas, o seu status. E eu? Eu não não ando gostando é de nada.

Vou num lugar desses e fico sem ter o que fazer. É gente "feliz" pra tudo quanto é lado, dançando, bebendo, se pegando. E eu sem vontade de me aproximar de ninguém. O barulho machuca os meus ouvidos. Raramente a música é algo que dê pra curtir. Só esses hits de multidão, coisa que eu abomino. A grana investida é alta e eu não tenho dinheiro nem pra comer direito. É, é foda.

Por mais incrível que possa parecer, nesses lugares é onde eu me sinto mais sozinho. Como se fosse o alienígena muito longe de casa, sem nenhuma fêmea da própria espécie pra poder bater um papo. Mas uma conversa de verdade. Não gosto de assuntos superficiais, de gente que só se importa com o próprio umbigo, que muda de opinião o tempo todo, fica de desculpinha barata. Eu gosto de uma conversa afiada, um "papo cabeça", como preferirem. Algo estimulante, bem argumentado, lógico. Sem frescuras, achismos, teimosias.

Eu não tenho interesse por essas mulheres de balada. Elas só querem beber até vomitar, fumar até morrerem intoxicadas, terminarem a noite no banco de trás de algum carro fazendo sexo sem camisinha com caras que elas nem conhecem. Pra mim isso não é diversão, é corrosão. Isso não é aproveitar a vida, é foder ela com F maiúsculo. Não gosto de gente impulsiva, gente que não pensa no amanhã, que só quer aparecer, "se divertir" e que se foda o resto.

Ou seja, eu sou à prova de relações efêmeras. E isso é uma puta faca de dois gumes, pq uma dessas era o que eu mais precisava nesse momento. Mas eu não "xaveco" mulheres, eu converso. Eu não "pego", eu fico do lado, eu respeito. E exijo respeito as well. E o que mais falta nas pessoas de hoje, principalmente as da minha idade é justamente isso. Respeito. Pelos sentimentos alheios, pelo próprio corpo, pelo futuro que te espera ali ao virar a esquina.

Pois é, acho que realmente estou no lugar errado. E por causa disso, eu não ando querendo muito sair de casa. Porque não gosto daquele mundo lá fora. Não gosto mesmo. E me sinto bem aqui. Pelo menos enquanto tiver algo pra fazer.

É tenso quando você tem o que precisa, mas não o que quer. Você sabe que vai se foder se for atrás do que quer, mas simplesmente não pode ficar somente com o que precisa. Ê vida.

E por causa disso tudo e muitas outras coisas, I fucking hate clubs.

John's out.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Weekly Update #1

Cortei o meu cabelo. Não, não vou postar fotos, não gosto da minha aparência. Menos ainda de cabelo curto. Muito menos do fato de que cortei ele eu mesmo e ficou uma bosta. Mas cabelo comprido é caro e chato de cuidar, não tenho tempo e muito menos paciência pra essas coisas agora.
Por que eu citei? Conversation starter, curiosidade interessante, factóide, façam as suas apostas.

Senti falta dele logo que o cortei. Eu realmente gosto de cabelão. Não só pelo visual, mas pelo que me representou quando comecei a deixá-lo crescer. Contudo, pelos motivos citados anteriormente, já deu.

Acho que o maior ponto fraco é o frio nas orelhas. Depois de dois anos com cabelo comprido, tinha até esquecido que as minhas orelhas podiam ficar geladas. Já o maior ponto forte é fácil: dormir. Como aquele cabelo enchia o saco na hora de deitar. Ainda mais pra mim, que já tenho insônia e fico virando a noite toda. Prendia, ficava entrando nos olhos, nariz, boca. Era um verdadeiro incômodo, gosto nem de lembrar. Não sei como a mulherada aguenta esse inferno.

Vou deixá-lo crescer novamente, apesar de achar que vai demorar bastante pra atingir o tamanho de antes.

Mudando de assunto, acordei extremamente doente terça. Sério, eu tava um lixo. Tanto que pretendia cortar o cabelo já nesse dia, mas nem isso consegui. Aliás, mal consegui levantar da cama. Voltei pra ela várias vezes ao longo do dia, apesar de dormir mesmo estar difícil. Dor de cabeça, no corpo, nas articulações, atrás dos olhos, a minha mente hipocondríaca chegou a suspeitar de dengue. Mas era só frescura mesmo. Apesar de eu ter tido altas alucinações na noite de terça pra quarta por conta da febre (cheguei a dizer um monte de coisa sem noção pro meu irmão, foi hilário), acordei ontem bem melhor. E hoje, da doença só restou uma incômoda dor de garganta.

Moving on, ultimamente tenho achado que tudo é indireta pra mim. Reclamavam de eu não ser perceptivo, então acabei ficando desse jeito detestável. Também me acostumei a ficar argumentando, correndo atrás, tendo esperanças em coisas furadas. Me tornei uma pessoa que enche o saco mandando milhares de mensagens no celular. Pois é.

A ficha não tinha caído até pouco tempo atrás. Me pediram pra não mandar mais mensagens e é isso que eu vou fazer. Não sou de ficar procurando as pessoas, pergunte pra qualquer um. Não sou nem de começar conversas no msn, o que dirá ficar correndo atrás dos outros. Isso não é nem de longe do meu feitio.

Resolvi deixar tudo isso pra lá. Acho que tudo é direcionado pra mim, fico enchendo o saco, sendo insistente e pá? Então vou é ficar quieto. Vou voltar a ser quem eu era antes. To cansado de receber críticas e mais críticas e depois um "eu te amo" disfarçado ali no meio só pra eu aceitar e calar a boca. Não se pode amar alguém quando você critica TUDO que essa pessoa é, não concordam?

Não que eu goste do que era, mas fazer o que. É a única alternativa que tenho. Não dá pra ficar do jeito que estou agora, sou muito irritante. Nem eu mesmo ando me aguentando. Tinha medo de mudar e parecer insensível, mentiroso, interesseiro. Mas que se foda, eu me conheço muito bem e sei que não sou nenhum dos anteriores. Eu tenho certeza do meu caráter.

Então vou parar de agir feito criança atrás de doce, parar com essa frescurada toda. Vou parar de esperar uma prova que nunca virá. Se fosse o contrário, já teria surtado. É hora de mudança. E mudança rápida, emergencial. Temos de fechar as comportas, estancar o sangramento. But fear not. Já sinto o racionalismo, o desapego e a soberba vindo, oh God. Pensando bem, não devia ter cortado o meu cabelo.

Pois é, Inner Kira. I'll leave it up to you, pal.

Eu odeio a voz desse cara, mas a música é boa, a letra é boa e o clipe é bom. Você venceu dessa vez. q

Chega de regularidade. Chega de estradas de tijolos de ouro. I'm a Maverick again. Let's rock. Let's roll. Let's explore this "New World" they're talking about. Come on, my dark passenger, you'll be needed.

John's out. Indefinitely.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

The little fly was wandering around

...when got caught by Ms. Spider's web.

Desespero. É a palavra que pode melhor descrever quando vc acha que tá indo pro saco, não consegue respirar e não pode fazer nada. E adivinhem em quem eu pensei naquele momento? Ah, essa é fácil.
Eu achei que tava conseguindo melhorar, superar, mas no momento em que eu me desesperei, o rosto dela foi a única imagem que veio na minha cabeça.

Uma meia hora depois, faltando 20 minutos pro ônibus sair, eu tava no pronto socorro, esperando pra ser atendido. Sentei e comecei a chorar. Por que todas essas desgraças tem que acontecer comigo? Por que eu não posso seguir a minha vida, ser feliz? Por um momento ali, eu desisti. Pensei que não havia nada que eu poderia fazer.

Mas então meu outro lado gritou: "Ei, criança! Foda-se essa porra! Vai nessa viagem, tu não tem mais NADA  a perder!"

E era verdade. Nem saúde eu tinha mais, que se foda. Fui até a rodoviária, peguei o ônibus e em 3 horas estávamos em São Paulo. Eu me despedi dos meus amigos e fiquei ali esperando por ela, pra poder saber porque seu rosto apareceu na minha mente num momento desses.

O lugar foi enchendo e eu fui desanimando. O tempo passava e nada. Me pergunto se ela me deixou esperando lá de propósito, pra mostrar quem é que manda. Logo que chegou, percebi uma coisa: Ela não havia mudado nada. Apesar de dizer que faria qualquer coisa por mim, que queria mostrar que ainda valia a pena, ela era a mesma pessoa de sempre.

Isso me enraiveceu muito. Não senti nenhum tipo de culpa ou remorso nela e por isso a ignorei, fui grosso por muito tempo. Precisávamos de um lugar pra conversar, então pegamos o metrô. Mas ficamos rodando um tempão lá, sem saber direito pra onde ir. Até onde eu sei, a garota manja bem de SP. Tava só tirando com a minha cara, pensei por horas.

Sentamos num banco lá na estação mesmo e começamos a conversar. Eu tava de saco cheio de ficar andando de um lado pro outro mas não tenho como negar que a raiva já estava sumindo. Ela é como uma sereia, você não pode ficar perto por muito tempo que começa a cair nas expressões inocentes, desculpas intrincadas, voz doce.

Conversamos muito, falamos dos nossos passados, dos nossos medos, das nossas angústias. Decidimos ir até algum lugar e tomar um café. Naquela hora eu já estava quase desarmado. Já não havia mais o que fazer.
Mas eu ainda tinha uma insegurança extrema. Quando mencionei que ela sempre conseguia o que queria, que eu tinha medo de ser só alguma espécie de troféu num jogo de aparência, de dominação, ela sorriu maquiavelicamente. 

E esse é o ponto dessa mulher. Você não sabe quem ela é, qual das duas é a máscara, a encenação. Se é a pessoa apaixonada porém cabeça-dura, que cometeu muitos erros porque teve uma criação torta e só quer ser feliz ou a viúva negra sociopata e manipuladora, que devora homens no café da manhã.

Eu não sei se ela é uma, outra ou as duas. E ela parece gostar disso. Parece gostar de me ter preso em sua teia, totalmente indefeso. Parece gostar de que todos a desejem, de que todos a vejam, falem dela, sintam inveja. Parece gostar de fazer ciúme, de mexer com a cabeça das pessoas elogiando e depois tirando, se contradizendo, criando intrigas.

Mas eu mudei. Palavras não são mais suficientes, eu preciso de ações. Porque qualquer um pode dizer o que quiser, não significa que seja verdade. Eu preciso de comprometimento, de exclusividade. Não vou amar uma pessoa que divide a minha atenção com centenas de outras pessoas. Não vou amar alguém que só ama a si mesma. Alguém que só se importa consigo mesma.

Vou aprender a ter um pouco de amor próprio, de EXIGIR respeito. Vamos pensar mais em mim, tentar deixar o sentimento de lado e analisar as coisas mais friamente. Vamos ver qual dos lados ela realmente é.
Se me ama de verdade, dará prioridade a mim, se não, não vale a pena. Eu não vou ser um objeto novamente. Eu vou escapar dessa teia.

Não sou a mais a mesma pessoa que era uns dias atrás. Ainda não sei o que isso significa direito, mas enquanto o meu coração vai se esvaziando, a minha mente parece ficar cada vez menor.
Isso não me cheira bem. Eu estou mudando novamente e tenho medo do que vá me tornar.
Só uma pessoa pode me ajudar. Se ela quiser me ajudar, é claro.

Kenja No Ishi, uma nova nuvem se posicionou no caminho do meu futuro. Espero não me perder nele por causa disso.

John's out.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Oh, the irony

12/01/2012 - 22:03
"Eu acho que já te disse uma vez que nunca sinto remorso ou culpa, eu sou incapaz de sentir isso. Eu te amo."


Esse foi o momento preciso em que eu desisti. Incapaz de se arrepender, de sentir remorso? Então como vai saber quando comete um erro, quando machuca alguém? Você ao menos se importa com os sentimentos dos outros?

No dia seguinte, algo no mínimo irônico aconteceu. Ela mudou completamente de opinião. Estava arrependida, queria conversar, estar comigo novamente. Não ligaria de desistir de sair, de ficar presa em casa pra sempre, desde que fosse ao meu lado. Confiava em mim, sentia a minha falta, queria voltar atrás em suas decisões, que eu perdoasse os erros dela e deixasse de ser radical ao guardar tanta mágoa.

Não, eu não vou cair nessa conversa novamente. Eu não vou largar tudo por causa dela novamente e um dia acordar com uma faca cravada nas costas. Eu já passei por cima dos meus valores por causa dela vezes demais. Não farei isso novamente. Eu dei o primeiro passo rumo à superação, não vou andar pra trás e voltar pra confusão que a minha vida era antes.


Eu te amo muito, mas não posso ficar com você. Eu quero alguém que goste de mim por quem eu sou, não fique implicando com a minha memória ruim, como se isso fosse um pecado capital. Eu quero alguém que confie em mim, não fique distorcendo e se magoando com tudo que eu falo. Alguém que tente entender os meus sentimentos, não fique achando que os conhece e não precisa procurar mais nada. Eu quero alguém que não surte, tome decisões estúpidas e sem volta quando acuada. E que não fique acuada com qualquer coisa.

Eu não posso prever o futuro e ainda te amo demais. Mas você teria de sofrer bastante e quebrar os seus valores muitas vezes pra eu poder voltar a considerar confiar em você. E se chutou o pau da barraca por tão pouco, você NUNCA vai ser capaz de aguentar o que está por vir. Não se engane. Não ME engane. Desista de uma vez. Se na primeira tentativa já houveram tantos problemas, depois de todo o ocorrido só estaríamos nos machucando constantemente.

Vá encher a cara, fumar, sair bastante, se encher de futilidade, fazer muita merda. Vá viver a vida livre e descompromissada que você jogou tanto na minha cara que eu estava te privando, como se estivesse comigo fazendo um favor. Volta pro seu namorado, volta pras boates, volta a beijar e pegar as pessoas sem sentir nada. Vá se encher de amigos superficiais, vá ser o centro das atenções como você tanto deseja.

Ah, e se mencionar a expressão "relação aberta" novamente, vai ter completado o ciclo, ajudando o meu ódio a finalmente superar o meu amor por vc.

Aos pouco leitores, me perdoem pelo desabafo excessivo e direcionado a uma pessoa só. Desconsiderem esse post, se preferirem.

É Kenja No Ishi, como o mundo dá voltas.

John's out.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

The turnaround


Ontem eu presenciei um fenômeno incrível. A capacidade do meu cérebro de superar pensamentos ruins, esquecer momentos e pessoas completamente. Só preciso é o gatilho certo.
Essas semanas todas eu só havia procurado no lugar errado. Na pessoa errada.

A cara de pau, egoísmo, ausência de qualquer tipo de culpa ou remorso por parte da pessoa pra quem eu entreguei o meu coração somados ao fato de descobrir que eu tenho amigos, pessoas que gostam de mim pelo jeito que eu sou, que nunca irão trair a minha confiança nem esconder as coisas de mim foi a chave.

Ontem tudo finalmente se uniu. Eu finalmente consegui forças pra subir à superfície, respirar sozinho.
A onda passou, agora se afasta de mim. Eu sobrevivi, posso enfim ver o céu azul novamente.
Achei impressionante como depois de semanas chorando, passando mal, tentando entender o que havia acontecido, recuperar o que havia perdido, tudo que eu necessitava era me distrair, conversar com as pessoas certas, me sentir necessário novamente.

Muito obrigado, meus amigos. Pessoas das quais eu tinha me afastado nos últimos tempos, pessoas que eu conheço há muito pouco tempo, pessoas que eu cheguei até a ignorar, mas que não desistiram de mim. Eu os agradeço do fundo do coração. Vocês são o máximo.

Eu não estou sozinho, eu nunca estive sozinho. Kenja No Ishi, o que eu desejei sempre esteve ao meu lado. Mas ainda tem tanta coisa que eu quero...
Creio que isso só mostre que eu estou vivo novamente. Hora de buscar as coisas que eu desejo.
O céu parece calmo à frente.

John's out.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

The sweet kiss of a black widow



Eu não esperava por esse desenrolar de eventos. Eu juro que não esperava. Se alguém me dissesse um, dois meses atrás sobre o que estava pra acontecer, eu não acreditaria.

Por que? Porque eu acreditava nela. Acreditava que ela era uma boa pessoa, que não tomaria decisões estúpidas. Ela era a mulher da minha vida, me amava de todo o coração, poderíamos superar a distância que nos separava, nos casaríamos e viveríamos felizes para sempre. Ela era a única pessoa nesse mundo que nunca me usaria.
Mas eu estava enganado. Mais uma vez, eu estava enganado.

Ela preferiu se afastar a me contar seus problemas. Ela buscou conforto em outras pessoas sem nem me dar uma chance de ser melhor. Ela me traiu, disse que amava outro e me jogou fora. Me ignorou e desprezou por dias, enquanto eu ficava sem comer, dormir ou pensar direito, me perguntando o que havia feito de errado.

Disse que só queria que eu a amasse, fez eu me sentir o vilão, o cretino. Fez eu correr atrás dela desesperadamente, enquanto ela agia de forma bipolar, me xingava, me desprezava ainda mais.
Me traiu duas vezes. Justificou-se dizendo que sabia separar sentimento de contato físico, que só buscava o carinho que eu não havia lhe dado, que era só pensar em mim na hora. Disse que quem quis uma relação fechada fui eu.

Desculpas ridículas. Quando estávamos juntos, seu ciúme era muito maior do que o meu. Dizia que não me dividiria com ninguém, que eu era só dela. E eu amava isso. Eu queria fazê-la se sentir exatamente assim. Amada, protegida, segura, quente, feliz. Era justamente o que eu queria. Nós nunca tivemos ou teríamos uma relação aberta, não importa o quanto ela tente argumentar agora.

Se eu menti sobre alguma coisa, foram sobre as minhas fraquezas, as minhas mágoas passadas, negatividades, fracassos. Eu não queria que ela ficasse se preocupando excessivamente comigo. Eu queria ajudá-la a resolver os problemas dela, não distraí-la com os meus. E mesmo com todas as dificuldades que passava, sempre me foquei nela. Se eu podia resolver os problemas dela, fodam-se os meus.

Quando as mágoas começaram, ela escolheu esconder os seus sentimentos de mim a conversar comigo, me fazer entender, consertar as coisas. Não me deu nem a chance de colocar a auto-estima dela novamente no lugar. E eu continuei achando que estava fazendo a coisa certa, que a fazia feliz.

Mesmo eu pedindo o tempo todo pra que ela fosse sempre sincera comigo, dizendo que eu não sou muito perceptivo e não queria fazer nenhum mal a ela sem saber. Que eu não me perdoaria se eu fizesse isso. Que num relacionamento deve-se sempre conversar sobre os problemas, pra não dar espaço pra incerteza, desconfiança, medo, especulação. Mesmo assim ela escolheu sofrer sozinha, deixar que outras pessoas a ajudassem em vez de mim.

Quando me jogou fora, não houveram palavras bonitas. Não houve explicação. Eu tinha sido simplesmente chutado e substituído. Ela não pode dizer que queria suprir o que eu não havia lhe dado porque nem tinha me dado a oportunidade de dar-lhe isso.
Não pode dizer que era só pensar em mim porque eu estava correndo atrás dela, me rastejando por ela. Se fosse pra pensar em mim, que fosse comigo. Eu estava ali, assado e pronto pra servir.

Mas não, mesmo depois de tudo isso, ela ainda não entende nem admite os erros que cometeu. Ou será que entende?

Será que tudo isso foi uma farsa desde o começo, que mentir a própria idade e me proibir de visitá-la tinham motivos mais ocultos do que os que ela alegava? Que as saídas diárias tinham mais histórias pra contar do que as que me contava?
Provavelmente. Eu aprendi a nunca julgar pelas aparências, pelos erros anteriores, pelas decisões tomadas em meio a frustrações. Aos meus olhos, ela era uma pessoa muito boa, que só tinha sofrido demais na vida. Eu, mais do que ninguém, entendia isso muito bem.

Mas não é bem assim não. Eu fui usado como um boneco. Caí em todas as suas mentiras, manipulações. Sofri uma vingança expressa e ainda me culpei por tê-la perdido.
O fato é que eu dormi abraçado com uma víbora. Eu amei um monstro.
Eu fui uma espécie de troféu em algum jogo doentio de poder, conquista, aparência.

Todo aquele papo de “não querer se sentir usada” era só conversa fiada. Ela é uma dominatrix, eu sempre comi na sua mão. Ela se fez de inocente pra mim esse tempo todo.
Ela é, de fato, uma pessoa ruim. Uma pessoa desprezível.

Se me amasse de verdade me procuraria, conversaria comigo, não recorreria a outras pessoas pra fazerem o que eu poderia ter feito. Se me amasse de verdade entenderia que o nosso relacionamento era muito mais do que um simples namoro. Se me amasse de verdade não teria sido capaz de ficar com outra pessoa.

Mas fez tudo isso. E ainda se justifica. Justificativas unilaterais, hipócritas, contraditórias, mentirosas. Não, você não me ama. Porque eu estava do seu lado e você foi procurar conforto em outras pessoas.

Não, o nosso relacionamento não pode recomeçar. Porque cada vez que eu olhar nos seus olhos, te tocar, beijar sua boca vou ficar me martelando, imaginando em quem você está pensando. E como você quer que eu vá morar com você, volte a sonhar com um futuro todo ao seu lado depois disso?

Se você me quisesse, eu estava ali. Eu sempre pensei em você. Eu sempre fiz de tudo pra te fazer feliz. Se eu errei, errei sem saber.
Mas você também sempre pensou somente em si mesma. Magoou-se com coisas que nem existiam. Se fechou, deixou esses sentimentos ruins te consumirem por opção.
Me fez desconfiar de você, ficar imaginando coisas, buscou conforto e recuperação em outras pessoas porque quis.

Eu sempre estive ao seu lado, mas você manteve uma pequena, mas constante distância entre nós.

Ficou com outros pra suprir o amor e carinho que eu não te dei? Não me faça rir. Piriguetismo mudou de nome agora? Você só está buscando justificativas pra suas ações baixas, desprezíveis. Eu estava ali e você me desprezou completamente. Eu me ajoelhei perante você, pedi perdão por qualquer coisa que eu pudesse ter te feito, por mais que não intencionalmente e você foi me buscar em outras pessoas.

Mas você continuou. Enquanto pisava em mim, me chamava de mentiroso, dizia que eu não prestava, saía e ia fazer merdas. Lembre-se muito bem disso: eu estive o tempo todo ali. Pensando em você, sofrendo por não estar ao seu lado.

E o pior de tudo é que mesmo depois disso, eu ainda te amo. Eu sinto saudade daqueles seus beijos doces, por mais que estivessem repletos de veneno, como as picadas de uma viúva negra.
Que droga, né? Um amor tão forte assim, só pode ser o amor real, único, aquele que só aparece uma vez na vida.
Mas por mais que eu te ame, nada vai mudar. Eu nunca vou ser capaz de confiar em você novamente. Eu sempre vou viver com a desconfiança de que tudo não passa de uma mentira.

Você está sendo sincera, acha que eu não tenho o direito de ter essa desconfiança, quer provar o seu comprometimento? Não tomasse essas atitudes. Mostrasse-se superior.
Mas não o fez. Enquanto me criticava, me fazia chorar por você, agia de forma muito pior do que os erros que eu cometi. E sabendo muito bem o que estava fazendo. Sabendo muito bem no que isso ia dar.

Você só queria que eu te amasse? Bom, eu só quis que você confiasse em mim, pensasse por um segundo nas suas ações, em alguém além de si mesma.

Então não coloque a culpa em mim. Você procurou isso. Escondendo as coisas, mantendo uma distância, acreditando mais nos outros do que em mim, mantendo paranoias, trocando a felicidade de uma vida por momentos de falsos sorrisos, falsa alegria, relacionamentos superficiais. Enquanto eu esperava você chegar em casa pra dormir como havia me pedido, você “me procurava” em outras pessoas.
Eu repito, peço que leia com atenção e aceite, entenda: Você procurou isso.

Aos navegantes: Tomem cuidado. Se um dia conhecerem uma garota frágil, carismática, que te conquista à galope, tem tudo com o que você sempre sonhou, diz que sofreu muito na vida e que só quer ser feliz, pode ser uma viúva negra.
Vocês vão mudar por ela, brigar por ela, se afastar dos outros por ela, focar os seus objetivos nela, chutar seu orgulho e dignidade pra longe e no final ela vai jogá-los fora como se vocês fossem brinquedos usados.


E o pior é que eu ainda te amo. É que eu fui muito feliz e ainda sonho em passar a vida toda ao seu lado. Mas eu não serei feito de idiota novamente. Não vou viver uma vida de desconfiança e ciúme com uma pessoa que não me quer. Se eu não sei viver num mundo sem você, então eu devo me tornar uma pessoa diferente, uma pessoa mais forte, mais independente, mais capaz.

Não pense que eu estou sendo insensível, desistindo de você ou sendo uma pessoa má.
Eu só vou procurar alguém que goste de mim, que não mantenha distâncias, paranóias, hipocrisias, me troque pelo primeiro babaca que aparecer e depois venha com uma desculpa vagabunda de que só queria se sentir amada. Eu te amei cada segundo. Eu dei a minha vida a você.

Hora de começar uma nova vida. Finalmente começo a ver com clareza as coisas ao meu redor, o caminho que devo seguir, Kenja No Ishi. Obrigado. As ondas em meu coração começam a se acalmar.

John’s out.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

WANTED

Você já amou tanto alguém, quis tanto fazer essa pessoa feliz, aliviar os problemas dela que escondeu todas as suas fraquezas, só pra servir de porto seguro pra ela?

Pois é. Eu sou imperfeito. Mas quem não é? Sofri muito e me tornei uma pessoa muito introspectiva, anti-social, um verdadeiro fracasso no que se trata de relações interpessoais.
Mas com ela foi tudo tão diferente, tão natural, tão legal. Os sorrisos simplesmente vinham, os momentos eram perfeitos, simplesmente porque ela estava comigo.
Mas por alguma razão, eu falhei. Tentando tornar tudo perfeito, tentando me tornar uma pessoa mais forte pra que ela pudesse se apoiar em mim. Na verdade era eu quem precisava de ajuda. 
Eu não tenho a facilidade de arrumar amigos que ela tem. Eu não sei conversar com as pessoas, chamar a atenção, muito pelo contrário. Eu as afasto naturalmente.

Mas ela não. Por algum motivo, eu a trouxe até mim. Quando a conheci, vi o peso do mundo nas suas costas. E nesse momento, me odiei. Como eu poderia me debruçar em cima de uma pessoa que também precisava de ajuda? Então engoli todos os meus problemas e tornei como objetivo de vida estar ao lado dela,  fazê-la se sentir segura, feliz.
Quando dormíamos, eu a abraçava pra que ela se sentisse segura, quente. Não o corpo, o coração.
Quantas vezes eu acordei no meio da noite só pra mexer no cabelo dela, pra dizer "eu te amo" em seu ouvido, mesmo sabendo que ela estava dormindo e não me ouviria?
Eu costumava até tirar fotos dela dormindo. Ela detestava isso, mas eu as tirava porque eu adorava esses momentos. Eu adorava vê-la dormir. Aquela serenidade, paz... Ela parecia realmente feliz. E eu ficava lá, olhando pra ela, imaginando com o que ela sonhava. Tinha uma sensação boa, como se eu estivesse protegendo os seus sonhos.

E com o tempo, só a presença dela começou a curar todos os meus problemas. Eu fui preenchido por uma motivação sem precedentes, tudo que eu fazia dava certo. Eu não me sentia mais vazio, desanimado como antes. Eu sentia que poderia fazer tudo, porque a tinha do meu lado.
Eu estava prestes a tomar a decisão mais ousada da minha vida. Me mudar pra um lugar desconhecido, pedi-la em casamento, tirar aquela distância maldita que havia entre nós, poder estar do lado dela pra sempre.
Contudo, em algum momento eu cometi um monte de erros. Ao contrário de mim, ela se lembrava de tudo e se focava nos momentos ruins. Seus pensamentos foram preenchidos com as brigas, as discussões, as brincadeiras levadas à sério. Esse não era o meu objetivo. Eu queria enchê-la de momentos bons. Eu dizia que a amava e gostaria de ficar com ela pra sempre. E mesmo hoje eu ainda me sinto assim.

Eu tenho muitos cílios e eles caem o tempo todo. Um dia, quando estava com ela, ela me mostrou uma superstição que consistia em colocar o cílio na ponta do seu dedo e encostar na ponta do dedo da outra pessoa. Ambos deveriam fazer um desejo e ao separar os dedos, aquele em que o cílio ficasse teria seu desejo realizado. Eu nunca acreditei muito nessas coisas, mas toda vez que fazíamos isso desejei estar com ela pra sempre. De verdade. 

Mas em algum momento eu falhei. Não entendo até hoje como consegui fazê-la infeliz. Minha mente se entorta com vários caminhos diferentes, várias abordagens diferentes que eu poderia ter tomado.
Se eu tivesse ido vê-la, se eu tivesse engolido o meu orgulho e cedido mais, se eu tivesse feito isso, não feito aquilo...

Ultimamente, as coisas tem estado estranhas. Numa hora ela pisa em mim com força, como se não se interessasse nem um pouco na minha pessoa e no momento posterior me pede pra não sumir, pra esperar ela chegar em casa pra dormir, pra conversar com ela. No instante seguinte, volta a me desprezar e dizer pra eu não ir até ela, que o lugar em que ela está só pode ser aproveitado sem companhia. 

Isso tá me fazendo um mal enorme. Perdi 10kg, estou com olheiras profundas, há semanas sem uma boa noite de sono, sem me alimentar direito. To dependendo de remédio pra poder levantar da cama. E mesmo com eles, tem dias em que eu simplesmente não consigo.
Tenho o rosto dela impresso na minha mente e isso fica me consumindo. Essa incerteza, esse medo de não ser capaz de recuperá-la, de que ela esteja brincando com os meus sentimentos.

Eu sei que ela não me ama mais. Quem ama alguém não deseja o mal pra essa pessoa. Ela está simplesmente se vingando de mim. Não importa o quanto eu tente reconquistá-la, provar que eu a amo e só quero fazê-la se sentir bem, ela só vai desconfiar, rir, me odiar. E vai dizer que não quer que eu vá embora só pra poder agir de forma bipolar novamente e dar mais umas espetadas no meu coração.


E é isso que me leva ao assunto principal desse post. Eu deixei o meu coração com ela. Mas, ao que parece, ela parece tê-lo jogado fora. Por isso eu venho aqui fazer um apelo: Procura-se um coração. Mais precisamente, o meu. Ele provavelmente não está inteiro, deve estar pálido, bastante surrado e com múltiplas perfurações. Mas quem achar, por favor me avise.
Sem ele eu não vou conseguir controlar os meus sentimentos, essa onda de pensamentos controversos que ameaça se virar contra mim e me afogar. Eu sinto ela se aproximando, não importa o quão certa seja a minha resolução, o quão forte eu me agarre pra não ser levado.
Uma hora essa força vai me vencer.

Então é por isso mesmo que tenho que encontrar o meu coração e destruí-lo eu mesmo, de uma vez por todas. Eu não posso olhar nos olhos dela novamente e ver que ela me odeia. Isso terminaria de me foder. E se for pra viver num mundo sem ela, eu prefiro não sentir mais nada.

Me ajuda, Kenja No Ishi. Eu preciso de você. 
John's out.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"Por que seu coração hesita?"

"Diga que luta para viver! Pra continuar a existir preenchido por contradições! Isso é que é viver!"

Momentos de esperança tem se seguido de pisões fortes, eu confesso que estou um pouco hesitante.
Hoje de madrugada, enquanto estava sentado no sofá chorando, lembrei dessa cena. Em especial a frase do título da postagem. Ela veio na minha cabeça na hora, sem eu nem pedir nem procurar nada que me acalmasse.
Era como se tivesse sido enviada por outra pessoa.

Eu me acalmei, me senti melhor na hora. Eu estou morrendo de medo, mas não posso deixar isso atrapalhar a minha resolução. As promessas que eu fiz. Eu posso e vou cumprir todas elas.
Vou jogar quaisquer partes de mim que não sejam necessárias e continuar.

Confesso que ainda estou meio inconstante, inseguro. O medo que me preenche é forte, difícil de superar. Mas quando eu começar a sucumbir a ele, essas palavras ecoarão na minha mente e impedirão essa onda de se formar no meu coração.

Eu posso consertar isso. Eu sei que posso. O sentimento que eu conheci é infinito, capaz de superar qualquer medo, qualquer insegurança, qualquer paranoia, qualquer briga, qualquer mágoa, qualquer pisão.

Só não há cura pra morte, o resto dá pra consertar. É nisso que eu acredito. E quando eu penso assim, o medo fica pequeno perante o amor. O meu coração não hesita.

http://letras.terra.com.br/yuna-ito/1436303/traducao.html

Poderia copiar a letra da música inteira, mas eu fico só com o final, pra encurtar.
"No hanasanaide"

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012 has begun

Eu nunca fui muito simbólico em relação a datas. Seja Natal, aniversário ou passagem de ano, pra mim sempre foram dias como outros quaisquer.
Não digo que não sorri nem fiz planos sempre que via um ano chegando.
Mas eu sempre fui uma pessoa sem apegos. Tanto fazia o que ia ou não ia acontecer no ano que começava.

Ano passado, eu senti algo diferente. Um sentimento bonito, quente. Pela primeira vez, eu estava ansioso pelo ano que viria. Eu finalmente tinha algo pra me apegar, alguém em quem pensar.
2011 foi um ano incrível, apesar dos pesares. Todos os olhares, todos os beijos, todos os sorrisos, as piadas, os suspiros...

Esse final de ano, passei na casa de parentes. Mas não se enganem, eu estava completamente sozinho.
Preso novamente na minha mente, ouvindo um monte de músicas pra me ajudar a pensar, a resistir.
Tomei um pouco de vinho, mas nem senti ele me alterar. Era como se nada pudesse me tirar esses pensamentos. Também tive taquicardia, mas não contei pra ninguém.
Nesses últimos dias, eu tive que sorrir muitas vezes. E a cada sorriso que eu dava, sentia mais uma rachadura no meu coração.

Também ouvi muitas palavras esperançosas e bonitas. Mas eu não sei se acredito nelas.
Porque ano passado eu sentia algo bom, feliz. Esse ano, só sinto solidão, frio.
Enfim, 2011 eu comecei querendo mudar o mundo. 2012 eu começo de forma bem mais humilde.
Eu só quero ser feliz. Mas não uma felicidade superficial, eu quero ser feliz de verdade.
E poder fazer mais alguém igualmente feliz de verdade.

Uma pessoa me perguntou quais seriam as primeiras músicas que eu ouviria neste ano.
A última que eu ouvi em 2011 foi Waiting For The End, do Linkin Park.
http://www.youtube.com/watch?v=5qF_qbaWt3Q
E a primeira que eu ouvi em 2012 foi World End, do Flow.
http://www.youtube.com/watch?v=7OhHl8gWdbM

Há, acho que não dá pra tirar esse sentimento de "mudar o mundo" de mim.
E apesar dos nomes, são duas músicas de letras profundas e esperançosas.

Nesse ano que começa, muitas decisões importantes serão tomadas.
Eu só espero tomar os caminhos certos. Eu não quero perder mais ninguém.

Tem chovido incessantemente há dias. Às vezes eu fico pensando que são os céus chorando, porque eu mesmo não posso.
Kenja No Ishi, é egoísta demais pedir pra ser indispensável na vida de alguém?