sábado, 29 de setembro de 2012

PS Vita VS. 3DS XL


Por falta de um, agora tenho dois videogames portáteis. Ambos modelos mais recentes de suas gerações. Ambos sem destravamento e com jogos caríssimos. –q
Pra quem não tinha grana nem pra comprar um game boy sucateado uns tempos atrás, estou indo muito bem, obrigado. Anyway, nesta segunda eu tive e oportunidade de abrir e jogar tanto o PS Vita quanto o 3DS XL. E sem mais delongas, aqui vai um comparativo entre os dois:

1) Unboxing
Me doeu fazer este unboxing. Sim, tirar as coisas da ordem perfeita de suas caixas e expô-las ao corrupto mundo exterior sempre dá umas pontadas no rim. Mas já estamos acostumados com isso. O que me chamou a atenção foi a qualidade das caixas. Mais vagabundas impossível. Não que eu esperasse alguma coisa da Sony, mas a do 3DS XL é de doer. Carregador espremido num canto, manual em cima do console, que estava enfiado no outro canto, com papelão ao redor. Parece que fizeram de tudo pra economizar espaço aqui. Não sei como é a do 3DS, mas a do DSi XL que eu comprei no final do ano passado era fácil de abrir, de remover e recolocar o conteúdo, além de parecer bem durável. Talvez seja esse o ponto, talvez eles pensem que ninguém liga pra caixas hoje em dia. Bom, eu ligo.
A do PS Vita nem vou comentar. Again, Sony não é famosa por nos dar embalagens boas. Eles fariam sem, se houvesse algum modo. Bom, pelo menos ela abre em cima e permite recolocar o console na caixa sem ser necessário uns McGyver skills.
As caixas são brancas e sem graça, sem nada chamativo ou remotamente à altura de tais portáteis.

2) Conteúdo
Na caixa do Vita, o console, um cabo USB, uns cartões interativos, uma fita de um jogo de futebol americano tosco, umas folhinhas e só. CADÊ A PORRA DO MANUAL? É online, alega o ridículo folder da Sony. O máximo que vem nele é um pequeno e incompleto User’s Guide. É LITERALMENTE pequeno e incompleto. Bom, pelo menos tem USB.
Já na do XL, o console, seu carregador, um manual gigante em 482390 línguas, cartinhas interativas de personagens e etc, mais folders e códigos do Nintendo Club. CADÊ A PORRA DO CABO USB? Bom, nenhuma surpresa there, tendo em vista que o DS só se comunicava com o PC via cartão de memória. Aliás, o portátil da Nintendo vem com um SDHC de 4GB da Lexar. É isso mesmo, LEXAR. Ui, até escorreu uma lagriminha aqui. Tá perdoada, Nintendo.
Por falar em cartão de memória... O Vita usa um proprietário, da Sony, que obviamente não vem incluso e custa o triplo do preço de qualquer SD equivalente. Que novidade...

3) Ligando Çaporra
Sony... Na moral... Que menu feio. Tem um monte de Mentos na minha tela, SAI! Reclamam da XMB, mas ícones minimalistas preenchidos com cores sólidas são bem estilosos. Vide o Windows 8. Sério, já tinha visto em reviews e tal, mas esse menu realmente é uma lástima. Espero ser capaz de editar ele. Só consegui trocar o fundo até agora.
Enfim, o Vita é rápido. MUITO rápido. Cê pode pausar o jogo quando quiser com o botão do menu ou fazê-lo entrar/sair do Stand By dando um toque no botão de liga/desliga. Ele responde na hora e volta EXATAMENTE onde você parou no jogo. Tomei umas surras no UMVC já por causa disso, rs.
Tem Google Maps, Skype, Twitter e o caralho a quatro. Me sinto com um smartphone, sem a encheção de saco de gente me ligando pra torrar a minha paciência. Great.
Maaaaans, nem tudo são flores. Câmera de 0.3 MP. Vou repetir, zero freakin’ três MP. Tanto a frontal quanto a traseira. Que lixo, até a do meu cel véio de guerra é bem melhor. Não que ele tenha que ter uma câmera boa, afinal o propósito é o gaming. Mas 0.3 é tenso, né Sony.
E adivinha? Só entra no aplicativo da câmera se tiver com um cartão de memória. Aquele caro pra caramba lá, QUE NÃO VEM. Pois é.

Santa ironia, Bátima! O 3DS XL salva fotos na memória interna. E como se não bastasse, vem com um SD de 4GB (da Lexar, só pra fazer uma invejinha again). Aliás, tirar fotos em 3D é muito divertido. Claro, isso nos 10 primeiros minutos antes de você desenvolver um tumor no cérebro. É sério, ele te dá uma dor de cabeça nauseante. Mas comecemos pelo menu, pra seguir direitinho.
E dá pra definir tal menu em uma palavra: BOOORIIIING! Mesma coisa do DSi, com uns pitacos de 3D no meio. Que isso, Nintendo. Cês são criativos, conseguem fazer muito melhor do que isso. Aliás, falando em fazer melhor...
Ao começar os jogos embutidos, ele me pede pra ficar a tantos centímetros da tela, em tal ângulo, com a tela virada diretamente pra mim. E esse é o foda. Como diabos eu vou ficar com o console sempre na mesma posição? Esse é o grande ponto negativo do 3DS. Pra que as imagens sejam direcionadas corretamente pra cada olho, cê precisa estar em tal posição perfeita. Nela, tudo fica mágico. 1mm fora, o mundo se divide em duas imagens mal encaixadas, como aqueles tazos holográficos que colecionávamos quando éramos pequenos.
Ou seja, o 3D sem óculos é algo revolucionário e eu aplaudo a Nintendo por isso. Mas as dores de cabeça aliadas aos ângulos bizarros de enquadramento fazem com que mesmo o 3DS XL ainda pareça um tanto quanto... Inacabado.
Eu sei que é uma tecnologia matadora. Eu sei que fez a Nintendo vender rios de consoles. Mas é algo que ainda está engatinhando e atualmente possui muito mais malefícios do que benefícios.

4) Cool Stuff
Vita tem o Remote Play, Cross-Controller, uma tonelada de aplicativos legais pra se usar em conjunto com um PS3 e/ou internet.
3DS tem toda a interatividade dos jogos que modificam a paisagem a sua volta, quebram paredes e fazem você ter que ficar apontando o videogame de um lado pro outro só pra atingir aquele último bicho que fica escapando o tempo todo.
E deve ter mais um monte de coisa legal nos dois que eu ainda não achei.

4) Veredito
Aqui vai ser difícil de explicar a minha opinião. Pelo que passei com os dois nesta primeira semana, Vita > 3DS XL, mas Nintendo > Sony.
“Mas como assim, amado mestre?” Os descrentes perguntarão.
Eu achei o Vita mais inovador em relação ao anterior, ridiculamente rápido, intuitivo e fácil de usar. Não precisei de praticamente nada pra dominá-lo. Todos já estamos acostumados com Playstation. Todos já estamos acostumados com smartphones. Um portátil PS com uma pegada smartphone só deixa as coisas ainda mais fáceis.
Já no 3DS, a única inovação grande mesmo que eu vi foi o 3D. Claro, é uma inovação foda. Mas ainda está longe de estar completa. De resto, achei mais do mesmo DS e seus 37492 modelos. Podiam PELO MENOS ter dado uma repaginada no menu. Do Vita é horrível, true, mas at least eles tentaram.

Seguindo, Nintendo over Sony porque a Nintendo sempre vai ficar à frente da Sony. A empresa pensa no consumidor, tenta fazer uma coisa acessível, que todo mundo vai gostar, que não vai te dar dor de cabeça (metaforicamente falando, já que no literal...). Por isso usa SD, por isso o SD JÁ VEM nele. O máximo que posso culpá-los é a falta de criatividade nos últimos tempos.
Já a Sony... Perdeu fatias enormes no mercado e seu posto de “Marca mais foda” justamente por sua arrogância e falha em ouvir o que o consumidor quer. Por mais criativa que seja, por mais sensacional que o seu produto se torne, é foda comprar algo e saber que tu só vai poder usar a outra metade dele quando descolar um cartão de memória exclusivo e caro as hell.
Podia pelo menos vir com um. Nada fancy não, 1GB já quebrava um galho. Só pra eu poder entrar no aplicativo da câmera ou mudar o wallpaper da Lock Screen.
Queria eu que o Vita fosse da Nintendo. Ele teria tela holográfica, faria as suas compras e até ajudaria no dever de casa. –q

Bônus: Os jogos
Não comprei nenhum jogo pro 3DS porque vou querer um R4 primeiro, afinal tenho uns 300 jogos de DS. Mas descolei dois pra jogar no Vita. Ultimate Marvel VS. Capcom 3 e Shinobido 2: Revenge of Zen. O UMVC3 é sensacional. Toda aquela nostalgia dos jogos de PS One, os jogos de luta arcade com nossos personagens preferidos. A mecânica, os combos, o modo touch... Ponto negativo: preço. É um jogo caro e seus DLCs são ainda mais caros. Só pra se ter uma ideia, por uma meia dúzia de skins e 2 personagens extras, acabo pagando o preço de outra cópia do jogo. Mas é a Capcom e todo mundo já esperava por isso.
Já o Shinobido 2 é divertido como o de PS2 era. Ninja das sombras correndo por telhados, assassinando mercadores, roubando provisões, resgatando princesas. Tudo por um preço, claro. Ponto negativo: é praticamente idêntico ao do PS2. Na capa diz que usa a engine Havoc, mas não sei não. Afinal, ela é a que move Portal 2 e ele é tão... Melhor. ‘-‘
A maioria dos movimentos de Zen são quase iguais aos de Goh. O resto é EXATAMENTE IGUAL. O modo zanku deixa tudo fácil demais e a parte mais divertida do outro jogo, que era montar as armadilhas e tal pro hideout, eu não vi nesse até agora. Mantiveram aquele sistema complicado e irritante de mistura de ingredientes, though.
Em defesa, eu amo Shinobido e to adorando jogar outro. Ele encaixa perfeitamente na tela do Vita, com suas cores fortes e arte combinando com a temática. Mas que dava pra fazer melhor, dava.
_______________

Bom, assim acaba o meu review de uma semana com meus dois novos portáteis.
Ainda não usei ambos totalmente e creio que vá demorar um bom tempo pra isso. Minha opinião relatada aqui se confere somente a esse primeiro período, ela pode perfeitamente mudar no futuro, influenciada por diversos fatores como bateria, internet, repertório e preço de jogos, interatividade, atualizações, etc.

Agora me vou que o UMVC3 tá me chamando aqui. '-'



segunda-feira, 20 de agosto de 2012

What you wish the most

O que você mais deseja neste mundo? Encontrar um grande amor? Corrigir um erro do passado? Encerrar algum assunto inacabado que ainda persiste em te acordar à noite?
Todos nós vivemos mentiras. Somos enganados desde pequenos com filmes, desenhos animados, enxurradas de histórias com final feliz, onde a bondade sempre triunfa. Mas um dia percebemos que o mundo real não é assim. Um dia, você percebe que ser bom não é o bastante. As pessoas não são boas por natureza.
Elas são egoístas, limitadas, idiotas. Falham em pensar mais de dois movimentos à frente.

E essa idiotice perdura, passando de pessoa pra pessoa. Porque um dia as pessoas cansam de serem feitas de burras e começam a elas mesmas darem o troco, muitas vezes em outras ainda crédulas, como elas foram um dia. O interminável ciclo de ódio que passa de pessoa pra pessoa. Queria eu achar a primeira e dar um tiro na cabeça dela. Seriously, tornaria o mundo de hoje muito mais simples de se viver.

Então, o que é que você deseja? Ser feliz? Mudar o mundo? Fazer a diferença?
Pois eu desejo ser capaz de criar um mundo onde sonhos não sejam esmagados por uma realidade cinza e cheia de arestas bem definidas. Uma realidade virulenta, que impõe uma rotina tediosa, que te amarra ao chão e te impede de crescer verdadeiramente. Que te joga nessa corrente de ódio, terminando por transformá-lo em mais um robô cinza, que faz o mesmo trajeto, pensa as mesmas coisas, efetua as mesmas tarefas todo dia. Que sai no final de semana, solta umas risadas falsas, bebe, assiste um filme, se diverte.
Mas nunca deixa de achar que falta alguma coisa. Alguma coisa que não sabe o que é, mas falta.

Esse vazio é a sua existência, que está sendo limitada e lentamente drenada pelo mundo, pelo gado, pelo inconsciente coletivo, pelos privilegiados.
Eu sou um fudido, nunca estive em posição de dar conselho a ninguém. Mas se tem uma coisa que eu posso lhe dizer é isso: Nunca deixe que te tomem. Que suguem a sua vontade, que te lobotomizem, que te transformem em mais um no meio do fluxo. Nunca perca suas cores, nunca pare de olhar para o céu, nunca deixe de sonhar e de acreditar em conseguir alcançar seus sonhos.
Porque, sonhando ou não, a vida continua a mesma merda. O mundo continua a mesma merda.
Mas só aqueles que o enxergam verdadeiramente podem mudá-lo.
Um homem pode sim fazer a diferença. Já fez, várias vezes.
Lute pelo que acha que é correto, por mais ridículo que possa parecer às pessoas ao seu redor.

Transforme o sofrimento e a dor em força, transforme o cinza em movimento, dê papel e caneta ao gado.
Transforme a mentira numa verdade. Mude o mundo ao seu redor e ele irá mudá-lo ao redor dele também.
Sonhe. E transforme seus sonhos em realidade.


Make good art. E viva feliz no seu próprio mundinho interativo.

sábado, 2 de junho de 2012

Make it right

Nascido numa casa de mentiras, rodeado de cobras, tive maus exemplos por todos os lados.
Eu me inspirei no que não existia.
Diferente de todos ao meu redor, ignorado, humilhado, vivi no inferno.
Eu me isolei de todo o resto.
Cansado de lutar contra tudo e todos, preenchido com ódio, resolvi ignorar.
Eu perdi a vontade de mudar.
Enganado por falsas esperanças, por promessas vazias, traí meus ideais.
Eu amaldiçoei o meu destino.


"I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique

Wrong

Wrong

There's something wrong with me chemically

Something wrong with me inherently
The wrong mix in the wrong genes
I reached the wrong ends by the wrong means
It was the wrong plan
In the wrong hands
With the wrong theory for the wrong man
The wrong eyes, on the wrong prize
The wrong questions with the wrong replies

Wrong

Wrong

I was marching to the wrong drum

With the wrong scum
Pissing out the wrong energy
Using all the wrong lines
And the wrong signs
With the wrong intensity
I was on the wrong page of the wrong book
With the wrong rendition of the wrong hook
With the wrong moon, every wrong night
With the wrong tune playing till it sounded right yeah

Wrong

Wrong
Too long
Wrong

I was born with the wrong sign

In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique
Wrong"


Mas e aí, o que eu faria depois? Resmungaria a vida toda dos tombos que levei?
Deixaria esses idiotas me derrotarem? Me tornarem só mais um?
Não. Eu cansei de desistir. Porque nesse mundo de merda, ninguém vem te salvar.
Nesse mundo de merda nada vem da espera, nada vem da desistência.
Você tem de salvar a si mesmo. Tem de construir a si mesmo. E corrigir os erros ao seu redor.
Eu finalmente me lembro do que eu perdi quando criança. Foi a vontade de lutar.
Achei mais fácil ignorar. Com o tempo, até compactuar. Mas eu estava errado. 

Enquanto me reconstruía, achei partes que julgava perdidas de mim. E juntei todas elas pra ver no que dava.
Hoje eu sou o meu eu criança, reacionário. Eu sou o meu eu adolescente, analítico. Eu sou o meu eu recente, criativo. Hoje sou finalmente eu. E por isso estou mais forte do que nunca.
Então, agora que estou pronto, tá na hora de mudar esse mundo descarrilado.


"I told myself this was about justice, about protecting the weak...
But I was wrong."


If the world has gone wrong, you just have to make it right.
It's coming, kids. Atarashii no Sekai.

John's out.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Fernando Alonso é fã de Tales

Pois é. Pra quem achava que já viu de tudo nessa vida, nesta terça-feira mista de eficiência e ócio aqui no trampo fui surpreendido por uma foto de Alonso e seu pequeno Asbel Lhant.
Isso, você leu bem. FERNANDO ALONSO TEM UM BONECO DO ASBEL LHANT. Mais do que isso, ele é viciado em Tales! Leva o boneco pra tudo quanto é lugar e tira todo tipo de fotos.
Não acredita? Se liga nas fotos tanto do Tumblr quanto do Instagram dele:

 
 
 
 
 
 
 

Subitamente, comecei a admirar profundamente o piloto espanhol.
Subitamente, meu Gundam Exia Ignition Mode não parece mais tão excludente assim.
Próximo será um Mark VI da Hot Toys. Alguém tem uma córnea ou um rim sobrando aí pra me ajudar a pagar çaporra?

Ah sim, tem o note.
E o cosplay.
E o aluguel, a alimentação, o transporte...

Fuck, vou acabar mesmo tendo que passar meu rim pra frente. –Q

Sem mais, só queria compartilhar essa. Me vou agora que, bom, estou no trampo. -Q²
John's out.

domingo, 13 de maio de 2012

Fim de semana gente fina!

Battleship tem um  filme. Pois é.
De nome homônimo, ele é tipo Contato, com um sinal mandado lá pra puta que pariu e respondido pelos alienígenas. Só que, ao contrário do filme baseado na obra de Carl Sagan, estes não são nada amigáveis.
Sem maiores spoilers, a batalha ocorre no mar (duh), com direito a naves à la StarCraft, trilha sonora com AC/DC e Creedence, o ator que fez aquele Gambit vagabundo no Origins Wolverine e um monte de frases de efeito da Rihanna. Colocaram até o USS Missouri pra rodar.
Enfim, é um bom filme. Não é aquela coisa foda de satã, mas vale a pena dar uma conferida. O foda foi só ter sessão dublada e sem 3D.

Mudando completamente de assunto, fui assaltado. Tinha acabado de tirar dinheiro da conta pra comprar óculos novos e BAM! Tomei no cu. Quem me conhece sabe que eu odeio usar cartões, mas tendo em vista a presente situação, creio que são mais seguros. O foda aqui é eu estar quase sem money agora.

Ah, mas foi um fim de semana proveitoso, apesar dos pesares. Fui no shopping, passeei bastante, assisti filme...
Eu adoro São Paulo. Um mês e eu to quase no 2.0 já. Deveria ter vindo pra cá há muito tempo.
Opa, não posso contar vitória ainda. O 2.0 já está ultrapassado, meu goal desde ano é o Mark 3.
E pra esse ainda tem MUITO chão. Mas estou no caminho certo. Creio eu.

Era só isso. Agora vou ver o final da temporada de Fringe. E torcer pra que não decepcione.
John's out.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Divagações de uma manhã nublada

As coisas nunca saem como planejado na vida. Frase clichê, mas não poderia ser mais verdadeira. Ando comendo muito mal, gastando dinheiro em excesso com saídas e acabei de perder uma excelente promoção de notebook, que eu poderia parcelar em 10 vezes e assim fazê-lo caber no meu orçamento.

Aliás, todas as contas estão difíceis de se encaixar. Afinal, é a primeira vez na minha vida que tenho de administrar o meu dinheiro, sem ajuda alheia. Mas devo confessar que estou gostando. Tudo que é fácil de mais, parado demais me entedia. Eu gosto de desafios, de dificuldade, de jogar no hard. E claro, também porque ainda ganho mais do que gasto. q

O foda mesmo é gastar uns 50 pila toda vez que saio, no mínimo. Aí as opções ficam meio limitadas.
Ah sim, já comentei que tem um McDonalds do lado do meu trampo? -q
Pois é, economizar é foda com tantas tentações tão próximas daqui.

Anyway, Corinthians empatou com o Emeleca em zero, ou seja, o bicho vai pegar dia 9 no Pacaembu.
E eu estarei lá, pra tirar fotos de péssima qualidade com a câmera vagabunda do meu cel e postar piadinhas toscas no twitter. (Espero que ganhe, só pra cair pro Vasco na próxima rodada.) Q²

No geral, ainda não consigo enxergar muito precisamente o meu futuro. Mas já tenho um caminho traçado.
Contudo, as coisas nunca saem como planejamos. E eu ainda não consegui definir as minhas prioridades, assim acabo ficando meio... Impaciente.

Nesses casos, o melhor a fazer é esperar. Se você não sabe o que fazer primeiro, continue vivendo normalmente até que uma oportunidade surja. Fácil de falar, né...
Pelo menos agora eu tenho o que fazer. Vou me enfiar no trabalho e nos meus projetos. (E tenho muitos projetos, só esperando a hora certa de serem colocados em prática.) Até que eu tenha o suficiente pra poder fazer o que quero. E, principalmente, tenha decidido o que quero. q

Divagação encerrada, John's out.
(Ah, que fome!)

sexta-feira, 27 de abril de 2012


Comecei a trabalhar no desenvolvimento. Ainda não me deram muita coisa pra fazer, mas estou ansioso pra começar a programar e etc. Curioso, não? Eu tomei raiva de programação na faculdade, mas trabalhando aqui, mal posso esperar pra começar. Quem diria que eu estaria trabalhando com SQL. Aliás, quem diria que eu estaria trabalhando pro Corinthians. -Q²

Ainda falta muito para as coisas se estabilizarem. Grana tá curtíssima, estou sem computador e morando num hotel. Mas muito também já foi feito. Minha criatividade está a mil. Este é o meu período mais criativo desde Janeiro de 2011, quando me aprofundei no Photoshop e criei um monte de coisas pros meus personagens. 
Faziam anos que eu não desenhava seriamente, mais tempo ainda que não fazia arte real, fora do computador. Mas agora eu quero customizar TUDO!

Então enquanto o trampo enforced não chega, já dei um tapa na minha desktop, estou customizando a minha mesa e escrevendo bastante. Já tenho Hecatonchires Marihk, Valkyrie Alison e Rising Zeus/Gate prontos, bem como seus respectivos adversários, cenários de combate, trilha sonora, tudo.


No mundo real, melhoras em passos mais lentos. Preciso trocar meus óculos, deixar o cabelo crescer novamente, comprar novas roupas e mais acessórios pra minha mesa e pra minha vida. O bom é que São Paulo's got it all. Momento de transição lento, porém menos chato do que eu imaginei, pelo menos por enquanto. Logo recuperarei o meu 2.0 do começo de 2011 e do jeito que tudo tem melhorado, até o final do ano estarei melhor do que nunca.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Tales of São Paulo #1

Hoje completam-se duas semanas que eu me mudei pra São Paulo. Virei sem-teto, dormi na rodoviária, comi no McDonalds depois de mais de 3 anos, comecei a trabalhar, saí com os amigos...

São tantas histórias que eu nem sei por onde começar. Nessas duas semanas, minha vida andou mais do que nos dois anos anteriores. As coisas ainda estão precárias, complicadas e instáveis, mas melhorando bem rápido.
Eu não sou mais aquela pessoa do último post, que sentia raiva de tudo. (Bom, pelo menos por enquanto. Q)

Saí de casa com pressa, sabendo que ter voltado pra lá era uma péssima decisão. Creio que este tenha sido o motivo principal de eu ter insistido tanto naquela faculdade. Não queria voltar praquele inferno. E eu estava certo. Eu não pertenço àquele lugar. Nunca pertenci. Eu não caibo naquela casa, com tantos egos se digladiando em uma base diária enquanto eu me esforçava ao máximo pra desviar de todos e só conseguir viver a minha vida em paz. E esse esforço me consumia demais, não me deixava tempo nem energia pra levar a minha vida pra frente propriemente.

Bom, agora eu tenho essa energia. Só não tenho computador. -q

Trabalho numa empresa de informática hoje e, considerando que este é o meu primeiro emprego, o salário é muito bom. As coisas ainda estão se desenrolando, mas o cenário geral é bem melhor que o daquela fatídica sexta-feira de duas semanas atrás, quando esta jornada toda começou.

Ou seja, logo tudo estará estável e chato novamente. q
Tempos instáveis e novos ambientes atiçam a minha criatividade. Em São Paulo, vi muitas pessoas e muitos lugares. Ando com um monte de ideias na cabeça, só esperando a poeira abaixar um pouco para colocá-las em prática.

Anyway, post curto que eu estou em horário de trabalho agora. q
Mais notícias em nossa próxima edição. That's all for today, folks!

John's out.

quarta-feira, 28 de março de 2012

They just don't know who they're messing with


Eu não sou uma pessoa 100% boa, you know. De fato, eu tenho um lado muito ruim, fruto do genótipo do meu velho somado à (falta de) criação que recebi. Eu sou, por definição, uma pessoa bem agressiva. Bem agressiva MESMO. E sempre foi difícil me conter.

Eu sou muitas coisas, posso ser muitas pessoas diferentes dependendo do interlocutor. Mas comigo mesmo sou lógico. O que pensa antes e não faz idiotices. E justamente por isso eu odeio essa violência toda. Ela nubla o meu julgamento, me faz agir por impulso e querer quebrar tudo e todos. E isso, apesar de me deixar incrivelmente feliz, nunca costuma terminar bem pro meu lado. Portanto eu me contenho. Fico quieto no meu canto, tentando viver a vida sem esbarrar nos outros, sem me irritar e arranjar brigas desnecessárias.

Mas, ao que parece, a confusão me persegue. As pessoas tem uma dificuldade enorme de me deixar quieto. Olham pra minha aparente inércia, calmaria, boa vontade, covardia e acham que isso é tudo. Que eu sou um trouxa e pronto.

Eu lembro da frase que a minha mãe mais me disse na vida: "Vamos evitar confusão." 
E baseado nessa frase, eu me tornei duas pessoas. Depois três, quatro...
Tudo por causa de uma simples frase.

Aqui em casa tudo sempre foi do jeito que o meu pai quis. E ele é um monstro de todos os ângulos que se olha, diga-se de passagem. Na escola tudo sempre era do jeito que os outros queriam, porque eles tinham o dinheiro e o status. Nos meus relacionamentos tudo sempre foi do jeito que a mulher queria, porque mulheres não tem lógica e sempre estão certas.

E eu, mesmo querendo jogar uma mesa pro alto e bater em todo mundo até arrancar uns dentes, sempre aceitei. Justamente por causa disso. Porque, se eu perdesse o controle, sentia que faria alguma besteira irreversível e nunca conseguiria fechar a porta novamente. Porque o meu lado trouxa é o que impede o meu lado psicopata de fazer o que quer.

Mas as pessoas não entendem isso. As pessoas não me respeitam. Falam o que querem, fazem o que querem, se aproveitam da minha bondade sem perceber que é ela que segura a minha sanidade. Que a cada tombo que o meu lado bom toma, o ruim fica permanentemente mais forte. Quem acha que me viu bravo, que me viu surtando, não viu NADA.

Eu não gosto de ser assim. Eu não gosto de pensar essas coisas. É errado. É muito errado.
É por isso que eu tento desesperadamente me ater ao meu lado bom. Fazer ele superar o lado ruim e manter o meu controle. É por isso que eu escutei a minha mãe e sempre procurei evitar confusão, parei de me importar com as coisas, fugi das brigas, deixei que as pessoas falassem e fizessem o que queriam comigo.
Porque se eu for bater de frente com alguém, eu vou pra cortar fora um braço.

Eu me conheço. Não tenho o mínimo de orgulho, mas eu SEI que sou assim.
Então esse post é dedicado a vocês, pessoas que ficam me atormentando. Parabéns.
Eu faço o meu máximo pra esquecer, pra não ligar pra nada, pra ficar no meu canto numa boa, mas vocês continuam me provocando. Cada hora aparece um, parece que não acaba nunca.
TODA VEZ que eu consigo melhorar um pouco e controlar o meu lado violento, algum idiota aparece e me deixa à beira de um ataque novamente.


Bom, eu só digo uma coisa. Eu me conheço BEM. Vocês não sabem com quem estão mexendo. Eu me forço pra ser uma pessoa melhor. Nesse momento essa parede moral que me impede de ficar louco está bem tênue. Qualquer arranhãozinho pode derrubá-la. E aí, até que eu a restaure, muito sangue será derramando. Porque o Kirazinho é tenso, sabe? Ele é a união perfeita da minha parte fria/analítica com a agressividade infinita do meu lado ruim.

E, na boa, vocês NÃO vão querer que essa união aconteça. Porque ao contrário do meu eu atual, ele tem memória excelente, mente bastante avançada e nenhum tipo de senso de limite ou remorso whatsoever.
Não é o tipo de pessoa que você gostaria de conhecer.

Bom, desabafo feito, me sinto mais calmo. Acho que pelo menos hoje eu não enlouqueço.
Agora me vou, jogar uns jogos violentos pra descarregar o resto da raiva.
John's out.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Talking to myself

Eu ando muito irritado, muito perdido. Não tenho mostrado melhora significativa e isso me incomoda. Me incomoda muito. Por isso me vesti correndo e saí de casa hoje. Precisava espairecer. Estava chovendo forte, mas não levei um guarda-chuva. Eu gosto de tomar chuva. Especialmente hoje, quando ela pode disfarçar tão bem as minhas lágrimas.
Eu odeio chorar. Desde pequeno me foi ensinado que chorar é sinal de fraqueza. Que as pessoas se aproveitam de quem expõe os seus sentimentos. E hoje parece que tudo que eu consigo fazer é chorar o tempo todo. Que saco. Achei que já tinha melhorado, mas ao que parece, ainda não.

Por outro lado, finalmente cheguei à resposta do porquê eu ando tão perdido. Eu perdi uma parte de mim. Eu tenho saudade de como me sentia, mas já não é mais possível me sentir assim. É isso, não há definição que descreva melhor do que essa. O que sobrou tenta a cada momento se estabilizar, se fechar e por isso a minha personalidade varia, como se eu fosse multipolar. Eu não tenho conseguido me controlar, cada hora me sinto de um jeito, alcanço um extremo. Sério, é de dar nos nervos.

Por tanto tempo eu tentei recuperar o que tinha perdido. Achei que perderia por não correr atrás do que importava, da minha felicidade. Insisti, conversei, cedi, mudei. Mas falhei em entender que estava insistindo em algo que nunca daria certo. Falhei em entender que não era a minha felicidade que eu perseguia. Era só mais sofrimento. Relutei MUITO em aceitar isso. Instável do jeito que estou, mesmo agora há momentos em que eu simplesmente não consigo.

No entanto, por sorte, eu já passei por situações semelhantes na minha vida. Por sorte, esquecer de tudo é uma opção perfeitamente viável pra mim. E é isso que eu finalmente decidi fazer. O que eu desejava tanto está no passado e não voltará nunca mais. É inútil continuar insistindo numa mentira, num erro.
Tantas coisas já deram errado comigo e se ficasse me lembrando constantemente de todas elas, teria medo de fazer qualquer coisa. Com o tempo, tudo que aconteceu se tornará só uma lembrança distante e borrada, como as que eu tenho da minha infância. E isso é muito bom. Eu realmente adoro a minha (falta de) memória.

Depois de muito conversar, de muito pensar, hoje eu entendo muito bem.
Todas as pessoas sempre mentiram pra mim. Descumpriram promessas, esconderam sentimentos, sorriram falsamente...
A minha vida toda foi ditada por mentiras. E eu não posso culpá-los. É muito mais simples mentir, te poupa muita intromissão, discussão, muita encheção de saco. Eu mesmo contei as minhas, pra contornar certos problemas, pra não me sentir tão mal.
Mas mentiras são como bolhas sustentando pedras. Uma hora elas estouram e as pedras despencam em cima de você. Mentir SEMPRE é errado. Mentir só adia o fato de você ter que lidar com os problemas, só te faz perder tempo tornando-os ainda maiores.

E esta não passou de mais uma mentira. De mais uma perda de tempo. Eu fui usado para aumentar uma auto-estima. E quanto não fui mais necessário, quando comecei a incomodar, fui descartado.
E hoje posso ser substituído por qualquer um. Hoje tudo que sobra de mim são duas correntes e duas camisetas, pequenos espólios que se juntarão a uma coleção com tantos outros de tantos outros.
O que quer que eu tenha pensado que fui, nunca existiu. O que quer que eu tenha pensado que amei, nunca esteve lá. Era tudo produto da minha mente solitária, buscando algo mais do que só razão. E de uma máscara sofisticada, desenhada para submeter pessoas à sua vontade.

Há, não importa quantas vezes eu pense, escreva ou fale isso, não parece se tornar mais fácil de aceitar.
Mas uma hora eu irei. A natureza de alguém é algo que não se pode simplesmente mudar.
E a vida segue, independente disso tudo. Eu não posso voltar no tempo, muito menos pará-lo.
É impossível mudar o passado e, ao que parece, insistir no presente.
E incompleto do jeito que estou, não consigo nem olhar pro futuro.
Mas nem por isso o tempo para. E eu não posso parar também.
Um dia todas as lágrimas secarão. Um dia todas as memórias se perderão.
Um dia eu me completarei e farei as coisas darem certo novamente.

'Cause we're living in a maze of relationships, life goes with or without you... - Ele pensou enquanto sentia seu cheiro pela última vez. Então abriu a janela, colocou a cabeça pra fora e sentiu a chuva em seus cabelos. Respirou fundo, sabendo que não teria volta. Sempre teve medo de tomar decisões definitivas e se arrepender depois. Alguns segundos se passaram. As gotas d'água camuflaram perfeitamente as suas lágrimas enquanto ele estendia seu braço para arremessar o vidro de perfume o mais longe que pudesse. - Nunca mais viverei nenhuma mentira.


Nunca mais.
John's out.

sábado, 10 de março de 2012

That's just my nature

Lembrando de Persona 4 ontem e pensando mais sobre o assunto, acabei me recordando de uma história que me contaram quando eu era mais novo. Essa é bem conhecida, é a parábola do sapo e do escorpião. Pra quem não conhece:




Um sapo estava à beira do rio, de bobeira, quando um escorpião se aproximou.
_ Ei - O escorpião disse, enquanto se chegava mais perto.
_ O que você quer? - Respondeu o sapo, com medo e desconfiança.
_ Eu preciso atravessar o rio. Mas não consigo nadar. Você pode me levar nas suas costas?
_ Você pensa que eu sou idiota? Você é um escorpião e eu sou um sapo! Vai me matar na primeira oportunidade.
_ E por que eu faria isso? Preciso mesmo cruzar o rio e, se te ferisse, ambos afundaríamos e morreríamos. Não há motivo pra eu te matar.


O argumento era válido e o sapo acabou concordando, apesar da desconfiança. 


_ Pois bem, suba - Falou o sapo enquanto entrava na água.


O escorpião agradeceu e subiu nas costas do sapo. No meio do trajeto, sem motivo e nem aviso, o aracnídeo cravou seu ferrão no anfíbio, injetando todo o seu veneno. Então os dois começaram a afundar.


_ Por que? - Perguntou o sapo - Por que fez isso? Agora ambos vamos morrer!
_ Eu não posso controlar, é a minha natureza - Respondeu prontamente o escorpião.


E os dois afundaram e morreram.


A moral da história é que as pessoas são o que são. Cada uma tem a sua natureza e você tem de ter isto em mente ao lidar com elas. No post anterior eu falei sobre aceitar a sua própria natureza, neste o foco é a natureza alheia.

As pessoas não mudam. Elas fingem que mudam, mas transformações significativas depois da adolescência são bastante incomuns. A própria ciência embasa isso muito bem. Claro, cada um pode melhorar a cada dia e se alguém aceitar e entender a própria personalidade, talvez possa viver de forma mais completa e até mudá-la um dia. Nada é impossível. Mas que é absurdamente improvável, isso é.

Não se pode fazer nada esperando reciprocidade, igualdade. As pessoas não são iguais, este é o mundo real, não o ideal. E o mundo real não é nada justo. Não se pode esperar gentileza de um escorpião. A natureza dele é ferir. Não se pode tentar criar uma consciência num escorpião. Ele não vai mudar só porque você quer.

Não me entendam mal. Persistência e altruísmo são virtudes. Virtudes que todo mundo deveria ter. Mas não têm. Por isso, persistência demais se torna insistência, idiotice, perda de tempo. Portanto é bom aprender a aceitar a natureza das pessoas desde cedo, para evitar surpresas mais pra frente, como no caso do pobre sapo bondoso.

Bom, é isso. Depois de conhecer e ficar em paz consigo mesmo, aprenda a aceitar como os outros são. Isso vai te salvar de muitas confusões, de muitas experiências das quais você acabará se arrependendo depois. Porque a natureza de alguns é simplesmente ruim. Mas claro, não entendem isso, pra eles isso é perfeitamente normal. E pode acabar sobrando pra você...

Hoje o sono veio cedo, ao contrário de ontem.
Enough with the jibberjabber, then.
John's out.

Know your true self

Insônia strikes back. Maldito sono, ai se eu te pego! (-Q)
Anyway, não consigo dormir. Já comi, tomei banho, joguei, levantei pesos, assisti seriado, jornal...
E nada. That mutafuckah continues to elude me. Portanto, escrevamos.

Em janeiro de 2010 um amigo me mostrou um jogo. Eu procurava somente algo pra matar o meu tédio nas férias. Achava que tendo zerado Prince of Persia, God of War, Devil May Cry, Metal Gear, Naruto, Dragon Ball e mais umas duzentas franquias de Playstation 2, não tinha mais muita coisa interessante pra ver no videogame. Não poderia estar mais errado.

Eu tenho uma memória péssima, como algumas pessoas podem apontar com clareza, mas me lembro do momento em que comecei a jogar Persona 4. Sentei na cadeira, liguei a TV, o videogame, poker face. "Nunca nem ouvi falar desse. Vamo ver o trailer." - Pensei.
"Caralho, em que caverna eu me escondi durante todo esse tempo, pra NUNCA ter ouvido falar desse jogo?"

Passei pela tela inicial correndo, mas demorei bastante pra escolher o nome do personagem. Pelo trailer o jogo impunha respeito, eu precisava de um nome foda. O problema é: Eu sou PÉSSIMO com nomes. Pois é.
Anyway, passando isso, uma tela preta e a legenda:

"Now sit back and enjoy the game."


Tão tá, né.

A esse ponto eu já tinha certeza. Eu não seria a mesma pessoa depois de terminar aquele jogo. E estava completamente certo. Como um bom livro, filme, seriado ou qualquer outra experiência que te engrandeça, Persona 4 te prende. Te faz esquecer o mundo ao seu redor. Te muda e, quando termina, você fica com aquela sensação de vazio, sentindo falta de como se sentia quando estava imerso naquela história densa e interessante.

E é justamente isso que eu acho genial. Com um jogo consegue ser tão cool e tão profundo ao mesmo tempo. Como a realidade é misturada à fantasia com maestria, fazendo-a parecer não tão fantástica assim. Como ele passa da investigação dos assassinatos e sequestros ao mundo dentro do coração da pessoas e o poder da amizade, da companhia. Sem forçar absolutamente nada. E como você tem de guiar e descobrir tudo isso.

Em Persona 4, o poder está com você. Como um bom RPG que se preze, você toma as decisões. E essas decisões afetarão não só você, mas todas as pessoas ao redor. Podem até mudar drasticamente o final do jogo. E pelo fato de ser jovem como o personagem que controlava, de enxergar muitas coisas do meu mundo no mundo dele (que creio que seja justamente o propósito da ATLUS), eu suava frio a cada resposta, a cada decisão tomada. Como se fosse na vida real mesmo. Claro, eu sempre poderia salvar antes de fazer qualquer coisa e confesso que fiz isso algumas vezes. Mas tira a graça da coisa, né. Na maioria do tempo, encarava aquele mundo como o mundo real e agia como costumo agir normalmente. Nem sempre funcionava. -Q

Mas o ponto é que, assim como Fullmetal Alchemist abriu os meus olhos pro mundo quando mais novo, Persona 4 agora abria-os pra alguém que até então costumava ignorar bastante: eu mesmo. O jogo já começa assim. "Pursue your true self"  é o seu lema. E as shadows, os inimigos que você enfrenta, não são nada mais do que sentimentos ruins formados nos corações das pessoas, sentimentos que elas escondem, se recusam a enfrentar e acabam azedando e se tornando mágoas, ressentimentos, limitações.

Sim, o mundo dentro do coração de alguém é mesmo uma bagunça, uma névoa que mal te deixa enxergar um palmo na sua frente. Sim, é difícil pra caralho enfrentar certas partes de nós mesmos, das quais temos medo, vergonha ou simplesmente achamos que não valem a pena.
Mas Persona 4 me ensinou que não adianta ficar escondendo, negando ou lutando contra isso. Só torna tudo ainda pior. Primeiro de tudo, temos de aceitar quem somos. TUDO o que somos. Qualidades, defeitos, hábitos, esdruxulices...

Fazer isso nos permite ficar em paz conosco. Fazer isso permite que nos completemos. E a partir daí, não fica tão difícil melhorar, evoluir. Essa é uma lição infinitamente mais fácil de ser falada do que levada à prática, mas é uma das mais importantes da minha vida. Uma que nunca esquecerei.

Então, nesta noite nublada de insônia extrema e muito ócio, eu agradeço a você, Persona 4. Por me ensinar algo que eu deveria ter nascido sabendo. Algo que, apesar de não ter sido esquecido, ficou em segundo plano na minha mente por tanto tempo que agora que eu penso sobre, me sinto uma pessoa completamente diferente. Algo que me torna melhor e dá a chance de melhorar mais ainda. Algo que dá conforto pra poder impulsionar o meu sono nesta noite em que ele me escapa.

E não é que acabou vindo mesmo?


"Search for your heart, pursue your true self."


E foi isso que Persona 4 me ensinou.
John's out.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Mulheres, amor e desilusão

Já escrevi um post de mesmo nome uma vez, no blog que eu não deveria ter apagado. E como anteriormente, esse vem depois de assistir High Fidelity.

Meu filme favorito de fossa. E depois dele eu fico um saco, fazendo top 5 de tudo. Me irrita só de pensar como vou estar mais tarde. Mas agora já assisti, fazer o que. O que também me lembra que, em 2010, eu já sabia mais sobre relacionamentos do que pensava. Que irônico.

E eu já venho falando de fossa já tem um bom tempo. Por todos os ângulos possíveis. Eu devia parar. '-'
Mas falar é bem mais fácil do que fazer. Portanto, escrevamos. Me dá paz de espírito, fazer o que.
Essa é pra vocês, companheiros do forever alone boat.

Como perder uma mulher em 5 movimentos simples.

Um guia rápido do que você deve fazer pra segurar a sua, antes que seja tarde demais. Vindo do mestre em estragar relacionamentos.

1) Bom, comecemos. Um dia você está tranquilo a pensar na vida, fazer as suas coisas e de repente ela aparece. Seus olhos brilham, seu coração dispara, você sente como se todas as outras pessoas não existissem. Chama a sua atenção na hora e não sai da sua cabeça.
E aí, o que vai fazer? Como se aproximar? Sobre o que iniciar a conversa? Como prender a atenção dela?
Você tá bem vestido? E o hálito, como tá? Nervoso, suando, etc?
Se você já desistiu por aí, parabéns. Esse é o movimento número um, desistir antes mesmo de começar.
Quem sabe o tipo de fora você iria tomar? Mulheres sabem muito bem como destruir a moral de um cara com meia dúzia de palavras. E auto-estima não é algo tão fácil de se recuperar assim.

2) Agora suponhamos que você tomou coragem. Levantou, foi lá começar uma conversa. Escolheu um modo de aproximação, seja mais descontraído, seja mais sério. Falou, falou e não prendeu a atenção da garota. Ficou nervoso, disse coisas idiotas. Foi exagerado ou tímido demais. Ou talvez ela nem tenha te dado chance de dizer nada. Parabéns, você foi pego pela maldita primeira impressão. Era pra isso que desistir antes de começar serve. Preservar o seu amor próprio. Mas já tá feito, né. Não esquenta, isso acontece com todo mundo. Já levei uma bota depois de duas frases. DUAS FRASES! Porra, nem deu tempo de começar a conversar, tinha ainda tantas piadas sem-graça pra contar...

3) Seguindo, você conversou com ela. Arrancou alguns sorrisos, fez uma certa aproximação. Ela gostou de você, te achou divertido, inteligente e pá. Mas não foi o suficiente. A garota simplesmente não te vê como boyfriend material. Com o tempo e as conversas, ela vai começar a falar de outros homens pra você, dizer que todos são uns cachorros, que queria que existissem mais caras legais como você. Parabéns. Tu entrou na friendzone pra sempre. Mulher tem essa mania de gostar de homem que a maltrate e reclamar que não existe cara legal pro cara legal que tá do lado dela, sabe? Lógica feminina, vai entender.

4) Com isso movemos ao estágio seguinte. Ela se interessou em você. Prendeu a atenção da garota e ela quer sair contigo, te conhecer melhor. Ou já faturou no dia mesmo. Ae garoto! Muito bem, faturou a mina. Mas ela não quis nada sério, não respondeu às suas ligações, às mensagens, partiu pra outra? Parabéns, você teve, mas não conseguiu segurar. Também bem mais comum do que as pessoas imaginam. Ainda mais hoje, em que ninguém quer compromisso com nada. As pessoas passam a vida toda pulando de pedra em pedra até perceber que não existem mais onde pisar. Pois é.

5) E por último, mas não menos importante, temos o estágio final. O relacionamento frustrado. Você teve coragem de conversar, não tomou um fora, prendeu a atenção da garota e conseguiu fazer ela gostar de você?
É aí que o verdadeiro desafio começa, pequeno gafanhoto. As mulheres são seres difíceis de se compreender e mais ainda de se lidar. A lógica feminina não é necessariamente uma lógica, entende? Ou seja, o seu relacionamento pode estar correndo às mil maravilhas num dia e estar completamente acabado no seguinte. Não existe truque pra esse estágio. Cada um é do seu jeito e cada mulher tem a sua peculiaridade. Faça o seu melhor, seja sincero, atencioso, protetor, tudo que uma mulher de verdade precisa. E se no final não der certo, você vai poder ter a certeza de que fez tudo que pode.

E a paz de espírito pra seguir adiante. Porque, ao contrário do que pensará quando terminar um relacionamento, terminar um relacionamento NÃO é o fim do mundo. Só o término de um ciclo.
E quando um ciclo termina, outro começa.

Pareceu um momento adequado pra adaptar esse post de 2010 ao novo blog.

Dito isso, John's out.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Weekly Update #2

Sexta-feira passada eu saí e morri de dar risada com trollagens, piadas toscas, caipirinhas de vinho, ciúme doentio, rosas e stalking. Ê noite longa, capotei quando cheguei em casa e passei o dia seguinte todo com dor de cabeça. Mas me diverti como não fazia há muito, muito tempo.

Sábado meu pai descumpriu mais uma de suas promessas, como de costume. Bom, pelo menos a desculpa dessa vez não foi tão patética e infantil. Tá perdoado.

Fiz o que no domingo mesmo? Ah sim, o velho viajou e eu passei o dia todo no pc. E o pc passou a madrugada ligado, baixando filme a uma velocidade sensacionalmente baixa.

Segunda eu fui até Itajubá. Precisava olhar outro apartamento pra ficar, o meu deu problemas demais ano passado. Dia quente pra caralho e a busca foi um tanto quanto mal sucedida. Não aguentei tomar ônibus no mesmo dia. Dormi por lá mesmo. Dormi entre aspas, né. Passei mais da metade da noite acordado, olhando pro teto.

Terça acordei mal. Tava desanimado, tinha dormido muito pouco. Pensei em ir só de tarde, mas queria sair daquele lugar o mais rápido possível. Juntei todas as forças que tinha e corri pra rodoviária. Ao chegar em Pouso Alegre, fui resolver mais documentos da auto-escola. Que saco, essas porras nunca acabam, eu pensei que começaria na semana anterior.

Quarta eu não tive ânimo nem pra colocar a cara fora de casa. Fiquei falando pra mim mesmo o dia todo que iria na maldita clínica fazer o exame pra poder começar a auto-escola, mas o corpo o dia todo no "Me obrigue". E acabei passando no pc. Maratona de Chuck.


Quinta eu acordei igualmente desanimado. Poderia ter saído de manhã, mas preferi ficar por aqui mesmo. Reassisti Star Trek, retomei projetos antigos. É bom poder trabalhar com Photoshop novamente. Ainda fraco na criatividade, though. De tarde eu finalmente ganhei a coragem necessária pra ir lá fazer o maldito exame. Coisa chata da porra, me colocaram pra ficar fazendo desenhinho com a mão esquerda e sem enxergar, me senti como um daqueles chimpanzés de laboratório. Calor do caralho, chuva ameaçou mas não veio. Só relâmpago e queda de energia mesmo.

E hoje eu não sei. Vou ver se volto lá na auto-escola pra poder finalmente começar as minhas aulas agora que tenho todos os documentos e fiz todos os exames. Isso se o ânimo deixar, né. Tenho que continuar a maratona de Chuck, terminar as edições de imagem que comecei, tomar uns 3 banhos pra refrescar nesse maldito calor, fazer os meus exercícios diários e, com sorte, sair com os amigos de noite pra distrair e sorrir.
Porque eu to precisando.

Mas agora eu vou dormir que tá tudo embaçando aqui já.

John's out.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

The little things give you away


Eu assisto muita televisão. Sempre assisti. Pelo fato de ficar muito em casa e não ter muito o que fazer, acabei seguindo vários animes, seriados, colecionando filmes na minha mente.
E eu sempre invejei a vida desses personagens da ficção. Não, eu não sou burro. Eu sei que a vida real não é assim. Eu sei que as coisas não costumam terminar bem no final. Que não existem poderes especiais ou infinitas chances. Que não dá pra salvar o mundo.
As pessoas não tem forças nem pra salvar as próprias vidas, o que dirá o mundo todo.

Mas isso nunca me impediu de sonhar com isso. Por mais que eu entrasse em conflito comigo mesmo só de pensar nessas besteiras. Elas me amolecem, me tornam essa pessoa da qual todos tiram vantagem.
Mas mesmo sempre sabendo de tudo isso, eu nunca parei de imaginar.

Hoje eu vi o episódio final de Chuck. É um seriado que eu comecei a assistir pela comédia, mas que com o tempo comecei a enxergar uma vida toda ali. Uma vida que eu queria. Uma felicidade que mesmo sendo fictícia, parecia tão real. Há, eu nunca cresço mesmo. Acho que não dá pra tirar essa maldita infantilidade de mim.

Mas eu não ligo. Ainda pequeno, ouvi uma vez que o problema dos adultos é que, quando crescem, eles perdem o que tinham quando crianças. Sua bondade, sua imaginação, seus sonhos são engolidos pelo mundo. E eu posso ser um trouxa, mas fico feliz que ainda tenho os meus. Só busco ser um pouco mais confiante, though.

Pra quem se interessar, deixo as frases finais do seriado, que ficaram na minha cabeça:

"_Morgan has this crazy idea.
_What is it?
_He thinks that with one kiss you'll remember everything.
_One magical kiss?
_Yeah.
_I know, it's...
_Chuck?
_Yeah?
_Kiss me."

Pois é, acho que os detalhes me entregam mesmo.
Este sou eu, essa pessoa conflituosa que sempre digladia-se consigo mesmo, com o perdão do pleonasmo.
Que num momento se acha o máximo, no seguinte mal consegue se olhar no espelho.
Que não consegue nunca decidir o que quer.
Que não consegue nunca decidir quem é.
Que luta todos os dias pra não ter que lutar mais.


É, eu ando muito falante.
John's out.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Frases aleatórias

Pois é, o dia de raiva, ódio e hiperatividade continua. Não consigo parar nem um segundo. Assistindo Never Back Down e tentando me disciplinar um pouco. Não creio que vá funcionar. To mais pro cara do Wanted que passou semana passada. Surtou e saiu batendo em todo mundo.
Então, pra fechar o dia venho aqui compartilhar umas frases aleatórias que ficaram na minha mente nos últimos dias. Pra vocês lerem e pensarem em diferentes coisas, assim como eu quando as li/ouvi.

"Cuide enquanto tem, viva enquanto pode."

"Você quer que eu tenha pena de você porque é popular?"

"Gentileza gera gente folgada."

"Never back down."

"Eu não sou antissocial. Todo mundo é que é idiota."

"Aprenda, quando uma pessoa te ama de verdade, ela não desiste de você."

"Não importa quais sejam as suas razões, certas ou não. As consequências serão as mesmas."

"Às vezes a gente acaba machucando aquela pessoa que só quer nos fazer sorrir."

"Chegou. Marcou a sua vida. E foi embora. Isso te faz lembrar alguém?"

"Confiança é como papel. Uma vez amassado, nunca mais volta a ser perfeito como antes."

"Nunca brinque com os sentimentos alheios. Você pode ganhar o jogo, mas perderá tal pessoa pra sempre."

"Nunca ignore alguém que te ama e se importa com você. Porque um dia você pode perceber que perdeu a lua enquanto contava estrelas."

"Se suas ações contradizem as suas palavras, eu nunca vou acreditar em você."

"Eu agradeço a todos que me disseram NÃO. É por causa deles que fiz tudo eu mesmo."

"_Você tá um lixo.
_É uma ofensa ao lixo."

"Não fazer nada também traz consequências."

"Quando eu o conheci, imaginei que fosse só mais um jovem inconsequente, que não consegue controlar as próprias emoções. Mas com o tempo percebi que ele tem medo delas."

"A loucura é como a gravidade. Só precisa de um empurrãozinho."

"Aquilo que não me mata, só me deixa mais forte."

"Este sou eu, tomando o controle. E você, o que tem feito da vida?"

Vocês não tem ideia de como o clima é agitado e confuso dentro da minha mente. Ê trabalho que ela me dá.
Pois é. John's out.

Next ----> The Shield of Achilles.

Tales of an alien planet #2


Tenho de admitir, sou um alienígena postiço. Posso me sentir totalmente deslocado, como se estivesse no planeta errado, mas eu nasci aqui mesmo, em meio a vós. Acho que já vim com defeito de fabricação, então.

Eu sempre fui uma pessoa bem sozinha. Bem desapegada. Eu tenho amigos, claro. E nós saímos, sorrimos, nos divertimos. Mas não tenho histórias bonitas de posteres na parede pra contar. Não consigo transformar a vida em um conto com belas palavras. Nunca tive alguém que me guiasse, que me desse conselhos. Nunca tive em quem me apoiar. Nunca tive pra onde ir, a não ser pra dentro da minha mente.
Por isso, não sei nem se tenho muitas histórias pra compartilhar. Uma pessoa importante uma vez perguntou sobre a minha vida e eu fiquei sem ter o que dizer direito. Eu não estava mentindo, só não tinha o que dizer.

Eu olho pra trás e vejo o grande vazio que a minha vida foi. As pessoas dizem que é bobagem, que eu tenho muita coisa pra viver, mas elas não entendem. Elas não entendem o que é viver de forma nula, se tornar o vazio. O que é vegetar por 20 longos anos. Não entendem que hoje eu sou só uma pequena sombra da pessoa que poderia ter sido.

"Você já nasceu morto."

Essas são as palavras que estão gravadas no ponto mais profundo da minha alma. Quando as ouvi pela primeira vez, me identifiquei na hora. Era algo que nunca foi me dito, mas que eu sentia todos os dias na pele.
Porém, não é aí que a nossa história começa. Ela se incia bem antes, com um garoto inteligente, metido, agressivo, desapegado, extremamente confiante e muito sem noção.

Quando pequeno, eu era absurdamente quieto. Difícil de acreditar, dado a matraca do caralho que sou hoje. Eu chupava dedo e ficava segurando uma coberta o dia todo. Não lembro de muito daquela época, minha memória é ruim. Eu nunca dei muito valor à memória, explicarei o porquê depois. O que eu lembro é que olhava ao meu redor e me perguntava "porque" o tempo todo. Por que aquela ali é a minha mãe? Por que o meu pai é tão bravo? Por que as pessoas sorriem, choram, se machucam?

Ainda criança, viciei em Cavaleiros do Zodíaco. Eu e meu irmão, um com 5 e o outro com 3, respectivamente, assistíamos todos os dias. Até a minha mãe via junto. Infante como era, não sabia diferenciar direito o anime da realidade. Eu via a resolução, a honra e o senso de justiça daqueles personagens que sacrificavam sua vida em prol dos outros e me perguntava o porquê disso tudo também.
Mas aquilo ficou gravado em mim. Talvez por eu ser pequeno e ter pouca coisa na cabeça. Talvez porque eu já era diferente, mesmo naquela época. Ou simplesmente porque sempre me faltaram uns parafusos.

Então, aos 5 anos, criei o meu primeiro valor: a Honra.
Tá, eu não pensei comigo e decidi "ah, criei um valor, daqui em diante vou seguir isso". Eu era pequeno demais, foi algo completamente implícito.
Com o tempo, fui percebendo que ninguém era assim. O pessoal da minha idade eram apenas crianças, eles não tinham nada na cabeça. E os mais velhos transpiravam egoísmo, só olhavam pros próprios umbigos.
Isso me desanimou, me calou e me afastou mais ainda das pessoas.

Também lembro que quando pequeno, eu idolatrava o meu pai. Chegava a ficar doente quando ele não estava em casa. Ele era o exemplo de maturidade, autoridade, inteligência. Ele era tudo pra mim. O cara era uma calculadora humana. Sabia fazer qualquer conta de cabeça. Qualquer conta MESMO. Ele sabia a capital de todos os países, sabia onde ficava tudo. Me recordo de pegar o Atlas lá de casa só pra ver se aprendia alguma coisa pra ficar igual a ele.
Meu pai impunha respeito, não levava desaforo de ninguém não. E eu queria ser igual a ele. Queria crescer logo, estudar bastante pra ser igual ao meu pai.

Lá pelos 7, criei o meu segundo valor: o Respeito.
Aprendi com o meu pai que se deve respeitar as pessoas o tempo todo, mas que quando elas te desrespeitam, você tem de mostrar que é educado, mas não é trouxa. Tem de revidar. E revidar pesado, pra mostrar que quem brinca com você toma no cu firminho. E muito colega folgado meu apanhou por casa disso.

Mas nós mudamos de cidade. O pai que eu divinizava se tornava mais e mais relapso conforme eu crescia. O meu jeito distante e metido fez com que eu tivesse uma dificuldade enorme em arranjar e manter amigos. Mas eu ainda era um garoto confiante. Eu tinha os meus valores. Me tornei até troll com o tempo. Pena que foi por um curto período de tempo. Eu sinto muita falta daquela confiança toda e passei os últimos anos tentando recuperá-la. Mentindo pra recuperá-la. Não só para os outros, mas principalmente pra mim. Não tem adiantado muito, eu ainda não consigo me lembrar como conseguia não ter nem um pouco de medo de nada.

Pra ilustrar, provar que não estou mentindo e finalizar, vou contar uma história desses tempos.
Eu não lembro direito quantos anos tinha. Uns 9, 10, mais ou menos. Começa com o meu irmão me chamando na sacada, todo empolgado.

_Olha lá, tá vendo? Um coelho!

Eu me perguntei o que um coelho fazia ali na nossa rua. Nunca tinha visto e nunca vi nenhum pra esses lados novamente. Mas isso não importava. Subitamente, um pensamento veio na minha cabeça.

Esse coelho vai ser meu.

E eu sabia exatamente o que tinha que fazer. Sem medo, sem planos mirabolantes. Eu desci as escadas correndo, abri o portão, passei pelo coelho e fui até a rua de baixo. Lá, haviam uns garotos brincando. Eu coloquei uma expressão de desesperado na cara e fui até eles.

_Cara, me ajuda! Meu coelho fugiu!
_Calma, onde ele tá, qual é o nome dele? A gente te ajuda, não se preocupa.

Disse um nome qualquer, mas ele não respondia pelo nome por que eu tinha acabado de ganhá-lo. Eu praticamente não pensei em dizer isso, simplesmente saiu. Com uma naturalidade monstruosa. Guiei eles até o terreno onde o coelho estava. E os caras correram atrás do bicho pra mim. Eu sabia que não conseguiria fazer isso. Nunca fui muito bom nos esportes.
Um deles conseguiu pegá-lo e trouxe na minha mão. E pronto, eu tinha conseguido o coelho e não tinha levantado um dedo pra isso. Agradeci-os, peguei o coelho e subi super feliz as escadas. Respondi ao espanto dos meus pais em como eu tinha conseguido um coelho com um simples:

_Ah, eu fiz pegarem pra mim.

Na maior inocência do mundo. Aquilo não significou nada pra mim naquele instante, mas analisando hoje esse provavelmente foi o melhor momento da minha vida. Naquele minuto, eu era quem hoje eu luto todos os dias pra tentar ser. Não alguém que engana os outros, não é esse ponto que eu tento recuperar. Alguém confiante, que SABE o que tem que fazer. E que CONSEGUE fazer o que quer. Sem traçar cursos de ação, sem tentar prever cenários, sem ficar quebrando a cabeça com as consequências. Vai lá, faz e DÁ CERTO. Sem nem um pingo de medo, de receio.

E eu ainda seria assim. Se não fosse pelos anos que se seguiram...
Mas isso é assunto pra um post futuro.

Há, foi bom lembrar disso. Saber que a minha covardia é coisa da minha cabeça, que eu já fui confiante e posso ser novamente. Só preciso achar a raiz daqueles pensamentos. Mas depois de tantos anos sendo quem eu sou hoje, é difícil apagar as coisas ruins e voltar a ser como eu era quando criança. Mesmo despedaçando toda a minha memória. Trágico.

Qualquer dia eu continuo a história.

John's out.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Pensamentos antigos

Tava dando um pente fino no HD do pc do meu pai antes de formatar e achei alguns textos antigos e totalmente incompletos que eu escrevi. Bom, não tão antigos assim, porque se voltar muito eu só escrevia em caderno, praticamente nada em computador. Fiquei lendo-os repetidas vezes, tentando lembrar o que eu estava sentindo quando os escrevi.
Achei que seria interessante colocar os dois aqui pra verem as diferenças, mesmo havendo um curto intervalo de tempo entre eles.


Christmas Morning - 24/12/2010
A manhã de Natal mal começara e o peso dos seus poucos mas significativos anos de vida subitamente caiu sobre seus ombros. Depois de tudo que passara, chegar ao final de mais um ano sem ter feito nada relevante novamente o deixava muito, muito irritado. Se esforçara tanto pra mudar, mas via que não mudara nada. Era o mesmo garoto covarde e sem auto-estima de sempre.

Ele entrou no quarto, sentou-se na cadeira em frente ao computador e começou a chorar. Chorou como não fazia há muito tempo, quando prometera não chorar nunca mais.
Mas aquela sensação de solidão extrema o afligia infinitamente, ele não conseguia mais se conter. 
Chorava porque se sentia sozinho, chorava porque temia ficar assim para sempre. Nesse momento, sua mente se incendiou com lembranças, pensamentos e dúvidas:

“Eu nunca devo demonstrar os meus sentimentos, pois sempre irei me machucar.”
“Eu nunca devo esperar a ajuda de ninguém, pois só estarei esperando em vão.”
“Não importa o quanto eu tente me aproximar das pessoas, no final eu sempre vou acabar sozinho.”


The Worst Son - 21/02/2011
É, eu sou um filho ruim.
Não uso drogas, não engravido mina aos 15, não chego tarde em casa, não cometo crimes, não xingo na frente dos meus pais. Não bebo, não fumo, não fico pegando dinheiro escondido, tiro notas boas e nunca mato aula. Penso bastante antes de falar ou fazer qualquer coisa. Agora, deixei de lavar 2 pratos, não arrumo meu quarto como querem, passo algumas horas no computador e já chovem xingamentos, gritos e sou comparado com o filho de todo mundo. Tá infeliz? Adota o filho de fulano, que quando ouvir o primeiro grito, vai mandar se fuder. Mas deve ser melhor que eu, já que sou um filho tão ruim. 
Na boa? Ajoelhem e agradeçam aos céus pelo filho que vocês têm.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Tales of an alien planet #1

Quem leu o post anterior percebeu que eu estou muito longe de casa, num planeta alienígena. Preso, sem saber como voltar. Sem nem saber se o meu lugar natal ainda existe. Então, já que não posso fazer muita coisa, escreverei sobre os nativos e sobre as minhas experiências nesse lugar árido e vazio em que me encontro. Com a esperança de que um dia algum compatriota meu leia estas mensagens e certifique-se de passar BEM longe daqui. Bom, vamos lá.

O primeiro tema é o respeito. Falei brevemente sobre ele anteriormente, mas como é um assunto relevante, resolvi me estender. Primeiro de tudo, ele existe por estas bandas? Olha, até existe, mas fracamente. 


A grosso modo, você pode dividir as pessoas em dois grandes grupos: os que não estão nem aí pro respeito e os que exageram na preocupação com ele.


O primeiro grupo é composto principalmente por pessoas jovens. Eles não tem respeito pelos outros, não tem respeito por si, não tem respeito pelo lugar em que vivem. Só pensam em popularidade, superficialidade e vazio. A infância sumiu, todo mundo quer ser crescidinho, acham que malícia é igual a conhecimento, a sabedoria. Uma garota de 12 anos acha que é madura só porque sabe pra que serve um pinto. Um garoto de 12 anos acha que é crescido só porque já deu uns "pegas" na coleguinha.


É ridículo ver eles se gabando de suas experiências, de sua maturidade de separar os sentimentos do contato físico. É deplorável ver as coisas que eles deixam passar ou simplesmente jogam fora porque estão preocupados demais em serem bonitos, desejados, populares.


E onde entra o respeito em tudo isso? Eles são o extremo negativo, o 8. A palavra "respeito" não existe em seu vocabulário. São efêmeros, só pensam no presente. São voláteis, animalescos e completamente vazios. Pregam e criam um ciclo vicioso de desrespeito. Eles se aproveitam dos semelhantes respeitosos, sugando toda a sua bondade, até criar um igual. Pegam uma pessoa boa e pisam tanto nela que eventualmente tal pessoa chega a inegável conclusão de que a única forma de sair de baixo é deixando de respeitar os outros. 


E infelizmente, é mesmo. O respeito é considerado uma fraqueza nesse meio. E esses abutres podem sentir a sua bondade a quilômetros de distância e pode ter certeza que virão se alimentar dela. O único jeito de combatê-los é achando o frágil equilíbrio entre o respeito e a corrosão. Você não pode respeitá-los, eles te consumirão. Mas, ao mesmo tempo, não pode se corromper e virar um deles. Tem de jogar na defensiva, atacar somente quando te desrespeitarem. Mas ao atacar, golpear com força, pra mostrar que você é educado, mas não idiota. Basicamente, agir como um animal de território fixo. Não incomoda os outros, mas quando entram no seu espaço, trucida os petulantes.


Seguindo, o segundo grupo é composto principalmente pelas pessoas mais velhas. Eles acham que NINGUÉM tem mais respeito por nada. Nada é mais como antigamente, quando os filhos chamavam os pais de "senhor", chegavam em casa no horário, não saíam de noite. Só pensam na arrogância dos jovens, na petulância dos jovens, na ignorância dos jovens. Mas fazer algo mesmo pra melhorar ninguém faz. Um adulto de 40 anos acha que é sábio só porque tem 40 anos. Mas sabedoria não depende só de idade. Pra ser sábio não basta só viver, você tem que ouvir, abrir a mente, perceber e se comunicar com o mundo e as pessoas ao seu redor. Um adulto de 40 anos teimoso e intolerante não é muito mais sábio que um garoto de 15.


Também é ridículo ver estes se gabando de suas experiências, só porque são mais velhos. Se gabam principalmente para os jovens e tentam enfiar suas opiniões goela abaixo, não importando se estas são limitadas, preconceituosas, unilaterais. Se estes não aceitarem, aí é que são arrogantes, imaturos. Porque o "detentor da sabedoria" não aceita que um jovenzinho que mal saiu das fraldas venha contradizer a sua tão elevada opinião, estando ele certo ou não.

E onde entra o respeito em tudo isso? Eles são o extremo positivo, o 80. A palavra "respeito" é sinônimo de muitas outras em seu vocabulário. São saudosistas, só pensam no passado. São constantes, arrogantes e completamente cegos. Pra eles é impensável que um jovem possa ser sábio. Que ele possa discutir no mesmo nível que um adulto, que vivenciou muito mais coisas. Suas mentes são tão fechadas que não enxergariam a sabedoria nem se estivesse escrita na frente deles. Pegam uma pessoa boa e desacreditam tanto as suas opiniões, ridicularizam tanto os seus valores que eventualmente tal pessoa chega a inegável conclusão de está errada sobre tudo. Que todos os seus pensamentos, todas as suas reflexões são infantis.

Mas nem sempre é assim. O respeito é considerado uma dádiva concedida somente aos mais antigos, nesse meio. Eles não se importam com a sua bondade, com os seus valores. Você é um bebê, portanto não sabe de nada. "Senta lá". Pregam e criam um ciclo vicioso de intolerância, de preconceito. Fecham a mente das pessoas. O modo de combatê-los é simplesmente não os levando a sério. Porque não importa o que você faça, quantas provas dê de que é maduro, eles nunca enxergarão. Suas mentes são fechadas, suas opiniões NUNCA mudarão. O semelhante na natureza seria um animal tranquilo, uma preguiça, por exemplo. "Eu sou criança? Que bom". Use o "senta lá" de volta.


Resumindo tudo isso, creio que a chave pra sobreviver neste lugar seja ser você mesmo. Ser fiel aos seus ideais, às suas convicções. Não deixar a opinião dos outros, não importa o quão numerosos, o quão próximos, afetar o seu julgamento. Não abrir exceções.
Pode parecer bem clichê e um pouco extremo, mas é por aí mesmo. Porque em se tratando de valores, não há exceções. Agiu diferente com um, já não é mais um valor, nada te impede de agir assim novamente.
E ninguém vale um valor quebrado. NINGUÉM MESMO.

Eu não nego, você provavelmente se sentirá bem sozinho agindo assim. Mas antes só do que mal acompanhado. É um teste que todos devemos passar. Quebrando seus valores, deixará de ser você mesmo. Quebrando seus valores, provará que é fraco, indigno. E no final acabará se tornando um deles e vivendo uma vidinha medíocre e totalmente restrita.


Viva e não se importe com mais ninguém. Respeite o espaço alheio, mas passe por cima de quem não respeita o seu. Respeite e si mesmo e tenha o futuro sempre em mente. Mas não se preocupe demais, exija respeito demais. Não tente viver sem errar, prever o futuro.
Se cair, se levante. Se errar, conserte. Se pisarem em você, torça os pés deles. Se te desacreditarem, passe batido.
As pessoas ficam pelo caminho e quando você as encontra, elas fazem de tudo pra que você fique por ali também. Pra lhes fazer companhia, pra lhes dar conforto provando que fizeram tudo que podiam.
Mas é mentira. Estes são só os fracos que desistiram, que não tiveram forças pra levantar e seguir em frente. Não perca seu tempo com eles. Não é porque você está parado que a vida fará o mesmo, se tornará mais fácil.

A chave pra tudo é o equilíbrio. Ache o seu, construa os seus valores e VIVA.

John's out.